Economia

Corte de impostos para smartphones vale a partir de hoje

Da Redação ·
​Um terço dos brasileiros acessa smartphone logo ao acordar - Foto: Arquivo
fonte: Tribuna do Norte
​Um terço dos brasileiros acessa smartphone logo ao acordar - Foto: Arquivo

BRASÍLIA, DF, 11 de abril (Folhapress) - O corte de impostos para celulares do tipo smartphone de produção nacional que custarem até R$ 1.500 começa a valer hoje.

A desoneração, anunciada pelo governo na semana passada, exclui a cobrança de PIS/Cofins na venda dos aparelhos.

O fim do tributo foi aprovado terça, mas ainda era necessário que o Ministério das Comunicações publicasse uma portaria detalhando os critérios técnicos que aparelhos deveriam seguir para receber o benefício, que foi publicada hoje no "Diário Oficial da União".

Entre as exigências está o acesso a internet 3G ou outra capacidade de transmissão de dados superior (como a 4G, que ainda está em fase de testes no Brasil). Além disso, o telefone precisa oferecer acesso à contas de e-mail e um pacote mínimo de aplicativos desenvolvidos no Brasil e A tela com área superior a 18 centímetros quadrados.

Isenção

A isenção de PIS/Cofins representa 9,25% de desconto sobre o preço final de um celular "inteligente".

Apenas os que forem produzidos no Brasil terão a isenção de tributos. Atualmente, modelos da Samsung, Apple, Nokia e Motorola já têm produção nacional e poderão entrar nessa lista pela tributação menor.

De acordo com o Ministério das Comunicações, a medida pode levar os smartphones a custarem até 30% mais baratos que os importados.

Como o desconto será feito no momento da compra, pelo lojista que agora deixa de recolher PIS/Cofins, o governo acha que não haverá qualquer empecilho para que a medida seja posta em prática.

Dia das mães

A desoneração de smartphones estava sendo negociada internamente pelo governo desde o ano passado.

O decreto, a princípio, deveria ter sido publicado antes do Natal, para impulsionar a venda desses aparelhos durante as festas de fim de ano.

O corte, entretanto, representa uma renúncia fiscal de R$ 500 milhões, por ano, para o governo. A medida, portanto, acabou sendo adiada.

Esta semana, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) comemorou que o decreto havia sido publicado ainda em meados de abril, permitindo que os preços dos aparelhos baixem para o Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio.
 

continua após publicidade