Economia

Inflação sobe 0,47% em março e estoura teto da meta

Da Redação ·
De janeiro a março, o índice acumula alta de 1,94%
fonte: Reprodução
De janeiro a março, o índice acumula alta de 1,94%

RIO DE JANEIRO, RJ, 10 de abril (Folhapress) - Sob a impacto de choques de preço principalmente de alimentos e serviços, a inflação acumulada pelo IPCA em 12 meses encerrados em março estourou o teto da meta de 6,5% do governo para 2013. A taxa ficou em 6,59%, segundo dados o IBGE divulgados hoje, a maior desde novembro de 2011 (quando ficou em 6,64%).

Em março, o índice oficial de inflação foi de 0,47%, abaixo do 0,60% registrado em fevereiro. Em janeiro, o IPCA havia sido de 0,86% e só não bateu a casa de 1% porque o governo pediu aos governos do Rio e de São Paulo o adiamento do reajuste dos ônibus. De janeiro a março, o índice acumula alta de 1,94%.

Com problemas climáticos, quebras de safra e a chancela da demanda aquecida (que permite um nível maior de repasses de custos), os alimentos seguem como os vilões da inflação, com alta de 1,14% em março -em fevereiro, haviam subido 1,45%, pouco abaixo da taxa de 1,99% de janeiro. Esses fatores praticamente anularam a desoneração de tributos da cesta básica, promovida pelo governo.

Em março, também manteve o IPCA pressionado e em um nível mensal superior ao do cumprimento da meta do governo o grupo habitação, cuja alta foi de 0,51%. Outros aumentos de destaque foram os de empregado doméstico (1,53%) e cabeleireiro (1,14%), que levaram o grupo de despesas pessoais a uma elevação de 0,54%.

O recuo da inflação de fevereiro para março, por seu turno, ocorreu na esteira do fim do período de reajuste das mensalidades escolares. Isso permitiu uma alta menor do grupo educação -0,56%, contra variação positiva de 5,40% em fevereiro, índice que fora superior ao de 2012 por conta da demanda aquecida.

Outro refresco à inflação deste ano veio da menor alta da gasolina (0,09%) e da queda das passagens aéreas (-16,43%). Com isso, o grupo transportes registrou deflação de 0,9%.

Medidas como as desonerações de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos e de PIS e Cofins de itens da cesta básica, redução das tarifas de energia e represamento de reajustes de combustíveis da Petrobras são vistas por especialistas como uma tentativa do governo de administrar a inflação e impedir o não cumprimento da meta.
 

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