Economia

CNDL prevê juros mais altos apenas em maio

Da Redação ·
O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, previu há pouco que o Banco Central começará o ciclo de aperto monetário apenas em maio. Há dúvidas no mercado sobre se a alta da Selic terá início ainda este mês ou só no seguinte. Para Pellizzaro, o juro é uma ferramenta importante para o combate à inflação, mas não é mais a única. O empresário citou que desonerações tributárias e melhora da infraestrutura também são prioridades para o país e têm impacto positivo sobre a economia. "Acho que o governo começou a ver isso", considerou. Segundo ele, é possível imaginar o que o economista Delfim Neto, conselheiro do governo, disse na segunda-feira (08) para a presidente Dilma Rousseff depois da coluna que ele escreveu no jornal. "Por isso, acho difícil o BC não aumentar os juros, mas acho que isso só virá em maio", afirmou. Pellizzaro aposta suas fichas apenas para o mês que vem, em função dos pronunciamentos do Banco Central de que, enquanto o governo estiver tomando outras medidas não mexerá na taxa básica de juros. "O problema é que a inflação não está dando trégua", observou. Ele disse discordar da avaliação do Banco Central de que a inflação terá uma tendência de queda no segundo semestre. "A inflação historicamente é mais alta na segunda metade do ano porque a atividade está mais aquecida", disse. O presidente da CNDL lembrou que um dos motivos que levam um Banco Central a aumentar os juros é conter a demanda. Portanto, se essa elevação realmente for confirmada, a expectativa de que as vendas do comércio serão muito maiores do que em 2012, cenário atual, terá que ser amenizada. "O que me preocupa é que a pressão da inflação tem sido vista mais no setor de serviços e o juro não acessa esse setor", avaliou ao dar como exemplo o fato de manicures não reduzirem preços por causa da Selic maior. O presidente da CNDL salientou que o setor de varejo temia que a mola de crédito perdesse a força no início deste ano. "Mas não perdeu. Até porque o mercado de trabalho segue forte e só pega crédito quem tem segurança no amanhã."
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