Economia

Mercado ajusta para baixo projeções de inflação e PIB

Da Redação ·
Mercado ajusta para baixo projeções de inflação e PIB
fonte: TNONLINE
Mercado ajusta para baixo projeções de inflação e PIB

SÃO PAULO, SP, 8 de abril (Folhapress) - O mercado realizou pequenos ajustes para baixo em suas projeções de inflação e crescimento para este ano, ao mesmo tempo em que manteve a perspectiva da Selic a 8,5% no final de 2013, de acordo com o boletim Focus do BC (Banco Central) divulgado hoje.

Indicadores recentes vêm evidenciando as dificuldades da atividade econômica do país em mostrar uma recuperação no início deste ano, ao mesmo tempo em que a inflação mostra resistência.

Esse cenário apresenta um dilema ao BC para a definição da política monetária. Pela segunda semana, os analistas consultados pelo Focus mantiveram a perspectiva de que a Selic encerrará este ano a 8,50%, ante os atuais 7,25%. Para 2014, também foi mantida a projeção de taxa de juros a 8,50%.

Entretanto, entre o Top 5 -composto por instituições que mais acertam suas previsões-, a mediana no médio prazo para a Selic em 2013 foi reduzida a 8,25%, ante 8,50% na semana anterior.

Inflação
Analistas agora devem esperar novos dados, com a atenção se voltando no momento para a divulgação na quarta-feira dos números de março do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Em mais um ajuste das estimativas, o Focus mostrou hoje expectativa de que o IPCA encerrará este ano a 5,70%, ante 5,71% na pesquisa anterior.

Para 2014, por sua vez, houve elevação da perspectiva pela quarta semana seguida, a 5,70%, contra 5,68% anteriormente.

Em relação ao crescimento, os analistas consultados agora veem uma expansão do PIB de 3% em 2013, ante 3,01% anteriormente. Para 2014, a projeção foi mantida em crescimento de 3,5%.

Em fevereiro, a produção industrial recuou 2,5%, no pior resultado mensal em pouco mais de quatro anos.

No Focus, a perspectiva para a expansão da produção industrial neste ano foi reduzida a 3%, ante 3,12% na semana anterior.

Por sua vez, a expectativa para o câmbio no final deste ano foi mantida em R$ 2 pela sexta semana seguida.
 

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