Economia

Aneel aprova aumento de 5% para tarifas de residências em Minas

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 5 de abril (Folhapress) - A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou hoje o aumento de 4,99% nas tarifas de consumidores residenciais atendidos pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). A classe de consumidores da classe de baixa tensão, que inclui residências e pequenos estabelecimentos comerciais, entre outros, teve uma alta média de 6,98%. Já a classe de consumo de alta tensão, que abrange a indústria e grandes estabelecimentos, teve aprovado um corte de 4,83%. O aumento médio das tarifas da Cemig foi de 2,99%. As novas tarifas, atualizadas no contexto do 3º Ciclo de Revisão Tarifária, valerão a partir da próxima segunda-feira para cerca de sete milhões consumidores de 805 municípios mineiros. O corte de 24% na base líquida de ativos da Cemig causou impacto no índice de reajuste tarifário da distribuidora mineira. Antes de reduzir a base líquida de ativos de R$ 6,7 bilhões para R$ 5,1 bilhões, a Aneel previa um aumento médio das tarifas de 6,36%. O diretor-relator tanto da revisão tarifária quanto do questionamento da base líquida de ativos da Cemig, Edvaldo Santana, disse que os técnicos revisaram a base de líquida de ativos da companhia de R$ 5,1 bilhões para R$ 5,4 bilhões. Ele afirmou que os novos cálculos, que foram feitos pela Superintendência de Fiscalização Econômica e Financeira da Aneel, foram acatados na análise do recurso da Cemig. Os processos de revisão analisados hoje, que incluem o da Cemig, já incorporam os efeitos da decisão tomada pelo governo de atenuar, com edição do Decreto 7.945/2013, o alto custo das termelétricas acionadas em função do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas que geram energia a um custo menor. Santana informou que, mesmo com o efeito produzido pela revisão da base líquida de ativos (conter o aumento do preço da energia), o custo das térmicas produziria um aumento médio de 7,5% das tarifas da Cemig. "Teve muitas mudanças nestes últimos dias, mas todas em favor do consumidor", disse Edvaldo Santana.  

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