Economia

Confiança do consumidor sobe em março, apura CNI

Da Redação ·
A confiança do consumidor brasileiro voltou a subir depois de três meses consecutivos de queda. É o que mostra o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec) do mês de março, divulgado nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a pesquisa, o Inec de março atingiu 114,3 pontos, o que representa um aumento de 0,6% na comparação com fevereiro (113,6 pontos). Esse aumento, no entanto, não foi suficiente para restabelecer a confiança ao mesmo patamar de novembro do ano passado, quando o índice chegou a 117 pontos. "A interrupção na tendência de queda da confiança do consumidor é positiva para a economia, porque aponta para a possibilidade de crescimento na demanda futura. Consumidores confiantes tendem a comprar mais", avalia o economista da CNI Marcelo Azevedo, segundo nota divulgada pela confederação. Esse aumento da confiança, de acordo com a CNI, foi puxado, principalmente, pela percepção mais otimista em relação à expectativa da inflação. O índice ficou em 111,2 pontos em março ante 104 pontos em fevereiro, o que representa um aumento da expectativa positiva diante da inflação. A variação desse indicador em relação a fevereiro foi de 6,9% e, em 12 meses, houve uma melhora de 4,7%. Também houve uma melhora na percepção dos brasileiros com relação à situação financeira e ao endividamento. A pesquisa da CNI mostra que o índice em relação à expectativa de situação financeira subiu 0,5% na comparação com fevereiro e o de endividamento melhorou 2,3% na mesma base de comparação. Apesar disso, o levantamento mostra que os consumidores estão mais cautelosos em relação às compras de maior valor. O indicador que mede essa expectativa para os próximos seis meses caiu 1,6% em março na comparação com fevereiro. Os consumidores também estão menos otimistas com relação ao desemprego. O índice que mede essa expectativa de desemprego caiu 0,7% ante fevereiro. Em igual período de comparação o índice de expectativa em relação à renda pessoal teve queda de 0,6%. A pesquisa do INEC ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios, entre os dias 8 e 11 de março.
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