Economia

Alckim estuda medidas de tráfego no porto de Santos

Da Redação ·
O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que as autoridades brasileiras planejam uma série de medidas para reduzir os atrasos vistos nas últimas semanas no porto de Santos. As ações incluem a ampliação de estacionamentos e o redirecionamento do tráfego. Alckmin se reuniu nesta quinta-feira com representantes do governo federal, com o presidente da Autoridade Portuária de Santos e autoridades estaduais e locais para discutir a necessidade urgente de melhorar o tráfego no porto e em seus arredores. Filas quilométricas tomam conta das rodovias da região, representando um fardo adicional à cidade de Santos. "Vamos avançar rapidamente" com os planos para melhorar o fluxo de caminhões e cargas no porto, disse Alckmin. Ele explicou que pretende aumentar o tamanho dos estacionamentos disponíveis aos caminhões e alterar os padrões de tráfego para facilitar o acesso ao porto, assim como a saída, tentando manter ao máximo os caminhões fora das vias urbanas. "Precisamos de estradas para que os caminhões entrem no porto e evitem a passagem pela cidade. Esse é um grande problema em Santos." Um terreno disponível próximo aos estacionamentos será usado na expansão e parte do financiamento para as rodovias já foi aprovado. As mudanças podem entrar em vigor dentro de 60 a 90 dias, segundo Alckmin. A infraestrutura inadequada tem há tempos sido um desafio para os carregamentos do Brasil. Este ano, grandes safras, fortes chuvas e problemas com entregas destacaram gargalos no porto de Santos, o mais movimentado da América Latina. Alckmin afirmou que medidas de prazos mais longos também foram discutidas na reunião. O governo estadual e a prefeitura de Santos querem adiantar em um mês a obra de um acesso rodoviário às docas no lado do porto voltado ao Guarujá e precisam do apoio do governo federal para a intensificação das obras. O governador também pediu à Brasília que o projeto para expandir o acesso rodoviário ao porto seja acelerado. Segundo ele, atualmente, somente 24% da carga chega ao local por meio de trens. As informações são da Dow Jones.
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