Economia

Dívida líquida do setor público sobe para 35,7% do PIB

Da Redação ·
A dívida líquida do setor público subiu para 35,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em fevereiro, atingindo a marca de R$ 1,593 trilhão. Em janeiro, estava em 35,2% do PIB. A desvalorização cambial contribuiu para esse crescimento, de acordo com o Banco Central (BC). Em dezembro, a dívida líquida do setor público estava em 35,2% da soma de todos os bens e serviços finais produzidos no Brasil. Os dados do BC mostram que a dívida bruta do governo fechou fevereiro em 59,1% do PIB, ante 59,2% de janeiro. Em fevereiro, a dívida bruta somou R$ 2,513 trilhões. O setor público consolidado - governo federal, Estados, municípios e empresas estatais - gastou R$ 20,251 bilhões com juros em fevereiro. Houve uma baixa em relação ao dispêndio de R$ 22,649 bilhões registrado em janeiro e também em referência aos R$ 20,574 bilhões consumidos em fevereiro de 2012. A despesa do Governo Central (Tesouro Nacional, BC e Previdência Social) com juros foi de R$ 15,804 bilhões no mês passado. No primeiro bimestre de 2013, o desembolso com juros do setor público foi de R$ 42,9 bilhões (5,79% do PIB). Já nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, a despesa com esse pagamento foi de R$ 218,833 bilhões, ou o equivalente a 4,90 % do PIB. Déficit nominal O setor público consolidado registrou um déficit nominal de R$ 23,282 bilhões em fevereiro. Em janeiro, essa conta havia ficado positiva em R$ 7,602 bilhões. Em fevereiro de 2012, o déficit assinalado foi de R$ 8,755 bilhões. Em fevereiro de 2013, o Governo Central anotou déficit nominal de R$ 22,947 bilhões. As empresas estatais também apontaram déficit no período, de R$ 327 milhões. No primeiro bimestre do ano, o resultado do Governo Central segue negativo em R$ 15,680 bilhões, o que corresponde a 2,11% do PIB. Já nos 12 meses encerrados em fevereiro, o déficit nominal está em R$ 122,192 bilhões, o equivalente a 2,74% do PIB. Também neste período de 12 meses encerrado em fevereiro, o superávit primário acumula um saldo positivo de R$ 96,641 bilhões, o que corresponde a 2,16% do PIB.
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