Economia

Dijsselbloem diz que resgate do Chipre pode ser modelo

Da Redação ·
As perdas sofridas pelos depositantes não segurados do Chipre como parte do pacote de resgate ao país devem ser repetidas em mais economias da zona do euro, disse nesta segunra-feira o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, em entrevista para a agência Reuters e para o jornal Financial Times. As declarações levaram investidores a venderem ações de bancos, que operam em forte queda nas praças de Milão, Madri e Paris. Na entrevista, o líder do Eurogrupo deixa claro que o bloco não irá mais resgatar bancos sem impor perdas aos acionistas e investidores. Ao ser perguntado sobre o que a decisão significa para outros países com problemas bancários, Dijsselbloem respondeu: "Isso significa lidar com isso antes que exista de fato um problema. Fortaleçam seus bancos, arrumem seus balanços e percebam que se um banco entrar em crise, a resposta não será mais automaticamente que nós chegaremos e resolveremos o problema. Nós vamos devolver o problema. Essa é a primeira resposta que precisamos (dar). Devolver o problema a eles para que lidem com isso", afirmou. "Se houver risco em um banco, nossa primeira questão seria 'o que o banco vai fazer? O que você pode fazer para se recapitalizar?'. Se o banco não pode fazê-lo, nós vamos conversar com os acionistas e os detentores de títulos, nós vamos pedir que eles contribuam para recapitalizar o banco e, se necessário, os depositantes não segurados", disse Dijsselbloem. Ele disse que a decisão tomada na madrugada desta segunda-feira pelo Eurogrupo deve ser vista como uma prova de uma nova determinação para limitar a responsabilidade coletiva sobre a falência de bancos e reduzir ao mínimo a necessidade de recapitalização direta de bancos pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em inglês), órgão de segurança estabelecido pela zona do euro no ano passado. As informações são da Dow Jones.
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