Economia

FGV: Eletricidade perde influência de baixa no IPC-S

Da Redação ·
A tarifa de eletricidade residencial, desde o anúncio do corte na conta de luz anunciado pela presidente Dilma Rousseff em janeiro, figurou como a maior pressão negativa no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No final de fevereiro, contudo, a tarifa de energia começou a diminuir sua queda e, pela primeira vez, na leitura da terceira quadrissemana de março, divulgada nesta segunda-feira, deixou a lista das cinco maiores influências de baixa na inflação. Da segunda para a terceira quadrissemana do mês, a tarifa de eletricidade residencial saiu de queda de -4,99% para -0,20%. O comportamento do item foi responsável pelo avanço na taxa do grupo Habitação, que saiu de 0,04% na quadrissemana anterior - primeiro resultado positivo também desde a redução da tarifa de energia - para 0,65%. A variação do grupo foi a maior registrada no período em que o IPC-S foi de 0,63% para 0,78%. O grupo Alimentação, o mais numeroso dos que compõem o indicador, também acelerou, ao sair de 1,39% para 1,42%. A FGV destaca no grupo o comportamento das frutas (2,20% para 3,85%). Além de Alimentação e Habitação, também registraram acréscimo nas taxas de variação os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,53% para 0,59%), Vestuário (0,51% para 0,68%), Comunicação (0,40% para 0,48%) e Educação, Leitura e Recreação (0,31% para 0,32%), com destaque, respectivamente, para os itens medicamentos em geral (0,14% para 0,44%), roupas (0,58% para 0,71%), pacote de telefonia fixa e internet (0,63% para 1,40%) e show musical (3,02% para 3,13%). Já os dois grupos que desaceleraram na terceira quadrissemana do mês ante a segunda foram Transportes (0,78% para 0,60%) e Despesas Diversas (0,26% para 0,19%). No primeiro caso, a responsável foi a gasolina, que diminuiu a alta (de 1,88% para 1,83%). No segundo caso, a desaceleração nos preços dos cigarros (0,07% para 0,00%) é o destaque. Entre as maiores pressões de alta no indicador, além da gasolina, estão refeições em bares e restaurantes (de 0,93% para 1,06%), tomate (9,31% para 9,79%), cebola (17,41% para 22,40%) e empregada doméstica mensalista (de 1,35% para 1,46%). Já no movimento contrário, das maiores influências negativas, estão contrafilé (-4,89% para -6,33%), passagem aérea (de -3,83% para -5,71%), licenciamento - IPVA (-1,17% para -1,26%), alcatra (-2,41% para -3,48%) e tarifa de táxi (estável em -1,42%).
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