Economia

Bolsa fecha em queda de 0,5% e atinge menor nível desde novembro

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 19 de fevereiro (Folhapress) - Após oscilar bastante entre perdas e ganhos, o Ibovespa -principal índice de ações da Bolsa brasileira- fechou hoje em baixa de 0,52%, aos 57.314 pontos -menor nível desde 28 de novembro do ano passado, quando ficou em 56.539 pontos. Este foi o quinto recuo consecutivo registrado pelo índice. Ao longo do dia, a Bolsa até chegou a esboçar uma recuperação das quedas recentes, tendo atingido a pontuação máxima de 58.060 pontos, mas inverteu a tendência durante a tarde. O movimento foi influenciado pelo "sobe e desce" de papéis de peso no Ibovespa, como Usiminas e Petrobras. "Está claro que o investidor estrangeiro continua sem ter certeza sobre as diretrizes do governo e, portanto, tem fugido da nossa Bolsa nos últimos dias", avaliou o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. De acordo com ele, um motivo que pode ter alimentado essa perspectiva dos investidores foi a fala do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Tombini afirmou que a inflação do país está controlada. Ele sinalizou, contudo, para oscilações da taxa básica de juros, a Selic, no futuro. "Queria deixar bem claro que não existe no país risco de descontrole da inflação. Isso não significa que os ciclos monetários foram abolidos, como tenho repetidamente mencionado", disse. Por falar em inflação, o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), indicador usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou variação de 0,34% na segunda prévia de fevereiro, taxa idêntica à registrada no mesmo período de janeiro, informou hoje a Fundação Getulio Vargas. Já o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) de São Paulo subiu 0,83% na segunda quadrissemana de fevereiro, ante alta de 1,01% na primeira quadrissemana do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Passando para o noticiário econômico internacional, na Europa, a confiança dos investidores alemães subiu. O índice de expectativas ZEW avançou de 31,5 em janeiro para 48,2 neste mês, para a máxima desde abril de 2010, sinalizando que os investidores da maior economia da região estão mais dispostos a investir. OGX Puxando o desempenho do Ibovespa para baixo, as ações da OGX, empresa de Eike Batista no ramo de petróleo, caíram 4,83%. "A impressão é que tem gente grande saindo do papel a qualquer preço", disse o especialista em renda variável Rogério Oliveira, da Icap Brasil, à Reuters. "O mercado vê o papel com péssimos olhos. Não tem resultado, é só problema". O analista lembrou que os últimos dados de produção de petróleo divulgados pela companhia controlada pelo empresário Eike Batista decepcionaram o mercado. Consumo As ações do setor de consumo oscilaram bastante entre altas e baixas ao longo do dia. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que as vendas do comércio destoaram dos demais setores da economia e cresceram 8,4% em 2012. Contudo, em dezembro, as vendas caíram 0,5% na comparação com novembro. Foi a primeira queda após seis meses de crescimento. Os papéis preferenciais (mais negociados e sem direito a voto) da Lojas Americanas e os ordinários (com direito a voto) da Lojas Renner registraram altas de 1,25% e 1,05%, respectivamente. Já as ações ordinárias da Hering mostraram ganho de 0,57% no dia. As ações preferenciais do Pão de Açúcar subiram 1,2%, enquanto os papéis ordinários da Natura e da Hypermarcas caíram 0,24% e 1,22%, nesta ordem.  

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