Economia

Empresas aéreas pedem ampliação do fluxo de aviões em Congonhas

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 19 de fevereiro (Folhapress) - A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) é contra a mudança de regras na distribuição de horários de pouso e decolagem ("slots") no Aeroporto de Congonhas, afirmou na manhã de hoje o presidente da entidade, Eduardo Sanovicz.

Segundo ele, a Abear defende o aumento da capacidade operacional de Congonhas, limitada a 34 movimentos (pousos e decolagens) por hora. Com essa ampliação, Sanovicz afirma que novas companhias aéreas poderiam entrar em Congonhas. "Defendemos que a Secretaria de Aviação Civil conduza um estudo sobre a capacidade operacional de Congonhas", disse o presidente da Abear.

O diretor-técnico da entidade, Ronaldo Jenkins, diz que uma eventual ampliação do movimento operacional de Congonhas poderia se situar entre 34 e 48 movimentos hora. Em 2006, lembra Jenkins, o aeroporto de Congonhas operava com 48 movimentos por hora e transportou 18 milhões de passageiros.

O limite de 34 movimentos por hora foi estabelecido em 2007, após um acidente com um avião da TAM. Ano passado, o aeroporto transportou 17 milhões de passageiros.

"Se Congonhas operasse com 40 movimentos por hora, por exemplo, seriam seis movimentos a mais. Só essa ampliação seria suficiente para acomodar novas empresas aéreas", afirmou Jenkins. O consultor técnico da Abear, Adalberto Febeliano, lembra que a capacidade máxima nominal do aeroporto chegou a 54 movimentos por hora, em meados da década de 90. "Somos contrários às mudanças porque defendemos a universalização do transporte aéreo, a queda de preços das passagens aéreas e a manutenção de um ambiente regulatório estável", disse Sanovicz.

"Assim como a Anac, a Abear é favorável à revisão da resolução 2 da Anac (que dita as regras atuais na distribuição de slots em Congonhas)", afirmou Sanovicz. O presidente da Abear lembra que a mudança que está sendo proposta pela Secretaria de Aviação Civil -inclusão da pontualidade como critério para a alocação de slots- não existe em nenhum aeroporto do mundo.
 

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