Economia

Estivador quer filho bem longe de um porto

Da Redação ·





Por Agnaldo Brito

SANTOS, SP, 18 de fevereiro (Folhapress) - O dedo torto talvez seja a sequela física mais evidente de João Carlos dos Santos, 53, estivador que achou conveniente a invasão do navio chinês. Na profissão desde 1974, Santos aguarda a aposentadoria, mas acha que devia dar sua contribuição para a sobrevida da estiva, uma categoria que está acabando. "Vamos brigar para os novos que vêm aí", disse. Gente nova que, no entanto, não inclui seus descendentes. Entre abocanhadas num lanche de mortadela, ele disse: "Não quero que meu filho nem entre no porto. Ele estudou".
 

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