Economia

Lei da entrega vai aumentar preço dos produtos, diz Fecomercio

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 7 de fevereiro (Folhapress) - A Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) afirmou, em nota, que a decisão do governador Geraldo Alckmin de sancionar a lei que proíbe o custo adicional para a entrega agendada vai afetar a qualidade das entregas e aumentar o custo dos produtos. A nova lei, que foi publicada hoje no "Diário Oficial" do Estado, estabelece que a entrega agendada, serviço em que o cliente pode escolher a data e o turno em que quer receber um produto, não pode trazer nenhum custo adicional para o consumidores.

A medida também atinge fornecedores de fora do Estado. "Para prestar serviços aos consumidores paulistas, as empresas devem se adaptar à legislação de São Paulo", informou o governo do Estado. Para a Fecomercio, a proibição é "prejudicial para o empresariado paulista". Ela também afirma que os problemas de trânsito em grandes cidades do Estado, sobretudo na capital, são um "grande impeditivo logístico" para que os prazos de entrega sejam cumpridos e que a nova medida afeta principalmente as micro, pequenas e médias empresas. A entidade ainda afirmou que, se há desejo do consumidor em agendar as entregas, ele deveria arcar com o custo da operação.

Correios

Os Correios não estão sujeitos ao cumprimento da legislação paulista porque são regidos por lei federal.

Na época da regulamentação da lei, no entanto, a empresa publicou em seu blog oficial que as soluções para atender à Lei da Entrega "demandam profundas alterações na estrutura operacional dos Correios em São Paulo, resultando em aumento de custos, inevitavelmente repassados ao consumidor".
 

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