Economia

Presidente do BCE diz que mercado voltou a confiar na zona do euro

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 7 de fevereiro (Folhapress) - O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse hoje que o mercado financeiro voltou a confiar nas economias da zona do euro, que passam por forte crise devido ao aumento da dívida pública. O motivo é a alta do preço do moeda única em relação ao dólar. As declarações foram feitas após a instituição divulgar a manutenção da taxa básica de juros em 0,75%. A medida foi tomada em especial devido à baixa da inflação, que fechou o quarto trimestre em 1,8%, abaixo da meta de 2% estimada pela autoridade bancária europeia. Outro ponto que para ele contribuiu para a melhora da confiança na região foi a devolução de 140 bilhões de euros (R$ 364 bilhões) de empréstimos obtidos nos últimos três anos. Draghi, no entanto, teme que a valorização do euro cause mudanças nas projeções de inflação para os próximos meses. "Nós certamente vamos querer ver se a apreciação, se sustentada, vai alterar a nossa avaliação de risco no que diz respeito à estabilidade de preços." Ele afirmou que o BCE espera contração econômica para os resultados do quarto trimestre do ano passado, que serão divulgados neste mês, e para o início do ano. Porém, voltou a prever que a economia europeia deverá se recuperar no segundo semestre. "A atividade econômica deve se recuperar gradualmente graças ao suporte de nossa postura de política monetária para acomodar interesses, a melhora da confiança do mercado financeiro, assim como um fortalecimento da demanda global." A crise financeira na zona do euro provocou uma forte queda do preço da moeda única em relação ao dólar. A recuperação cambial é um sinal de que as medidas de austeridades. Irlanda Hoje a Irlanda anunciou que conseguiu um acordo para modificar as condições do resgate ao banco Anglo Irish Bank, que obrigou o país a pedir a ajuda aos credores internacionais em 2010. No pacto, será reestruturada a dívida de 31 bilhões de euros para que sejam pagas com títulos da dívida pública de longo prazo, em um prazo de 34 anos e com 3% de juros anuais. No primeiro empréstimo, cuja primeira parcela deveria ter sido paga em março, os irlandeses eram obrigados a pagar o montante em dez anos e taxa de 8%.  

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