Economia

Nova concessão de rodovias é mais atrativa, diz Mantega

Da Redação ·
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou nesta terça-feira, no Fórum Infraestrutura e Energia no Brasil: Projetos, Financiamentos e Oportunidades, que a nova modelagem de concessão de rodovias é mais atrativa e rentável. Ele citou a ampliação de 25 anos para 30 anos na concessão de nove lotes, o financiamento de até 25 anos, os juros com TJLP até 1,5% e o prazo de carência para o pagamento ampliado de três para cinco anos como exemplos. "O empréstimo ponte será facilitado com as mesmas taxas de juros do empréstimo normal. Teremos menores exigências de garantias", disse. "Estamos reunindo condições para os investidores que terão suporte do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, com alavancagem de até 80%", completou. Mantega citou ainda a emissão de debêntures de infraestrutura desoneradas de imposto de renda e IOF e que ajudarão a baratear os custos. "Tudo isso será feito com segurança e rentabilidade. O Brasil possui um aparato jurídico e institucional estável e nem todos os países em desenvolvimento possuem esse aparato. O Brasil respeita contratos e os investimentos terão segurança de longo prazo", afirmou. "É muito difícil obter as taxas de retorno que nós estamos oferecendo nesses empreendimentos", acrescentou. O ministro afirmou ainda que até o final do primeiro semestre todas as licitações de rodovias serão feitas e que ao longo de 2013, as dos aeroportos também serão lançadas. Investimentos até 2015 Mantega afirmou que o Brasil tem perspectiva de quase R$ 1 trilhão em investimentos de 2011 a 2015. "Temos uma infraestrutura que ficou parada por muitos anos. A necessidade de infraestrutura é grande." De acordo o ministro, a necessidade exata de investimento é de R$ 922 bilhões. "A demanda grande de infraestrutura no Brasil se deve ao crescimento recente pelo qual o Brasil passou", afirmou. Mantega disse ainda que já são R$ 370 bilhões em investimentos de infraestrutura, fora o Trem de Alta Velocidade (TAV). "Tirando o TAV, já temos R$ 370,2 bilhões só nessa área. Não estão (incluídos investimentos para) a Copa de 2014 e a Olimpíada, que também deverão absorver um volume grande de investimentos", comentou Mantega. Esse montante compreende o programa de infraestrutura para aeroportos, ferrovias, rodovias, portos e aeroportos. (Ricardo Leopoldo, Gustavo Porto e Beatriz Bulla)
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