Economia

Preço da gasolina pode chegar a R$ 3 nos postos de Apucarana

Da Redação ·
Preço da gasolina pode chegar a R$ 3 nos postos de Apucarana
fonte: TNONLINE
Preço da gasolina pode chegar a R$ 3 nos postos de Apucarana

Apesar de não confirmar, o governo federal já tem sinalizado que nos próximos dias os preços dos combustíveis vão ficar mais caros nas bombas. O maior aumento deve chegar ao litro da gasolina, cujo reajuste está sendo estimado em 7%, que deve elevar o valor do produto a cerca de R$ 3, e o óleo diesel, entre 4% e 5%, que deve girar em torno de R$ 2,23. Além do impacto nas bombas, o reajuste deve refletir na inflação, já que deve pesar sobre o valor do frete. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada entre os dias 6 e 12 de janeiro em Apucarana, o preço da gasolina varia de R$ 2,690 a R$ 2,799, o etanol oscila de R$ 1,799 a R$ 1,999 e o diesel, de R$ 2 a R$ 2,115.
Com o aumento da gasolina, o gasto para abastecer um veículo com um tanque de R$ 50 litros no posto com o menor valor passaria de R$ 134,50 para R$ 143,91. No caso do óleo diesel, o gasto de um caminhão com tanque de 350 litros aumentaria em R$ 35, passando a pagar R$ 735.

Em Apucarana, donos de postos não receberam informações oficiais sobre o aumento, mas admitem que aguardam o repasse para os próximos dias. Vilma Oliveira, funcionária do posto Solon, diz que os preços não são reajustados desde o início de dezembro e que o valor atual já é considerado alto. Segundo ela, o litro da gasolina custa R$ 2,749 e passaria para R$ 2,941. No caso do diesel, o aumento elevaria o combustível de R$ 2,129 para R$$ 2,235.

Donizetti Aparecido Genafelice, gerente do Posto V. Brambilla, também confirma que as informações divulgadas pelo governo sobre a defasagem são um indício que o aumento deve ser repassado nos próximos dias. Para ele, o aumento deve incidir sobre o etanol, já que a gasolina recebe a adição de 20% de álcool anidro. Já prevendo um possível reajuste, ele diz que o vem mantendo os estoques elevados de combustíveis, para minimizar a compra com preços elevados.

Djair de Oliveira Júnior, do departamento administrativo do Posto Avenida, admite que a notícia de possível aumento já preocupa os motoristas, que diariamente perguntam sobre o reajuste. “O aumento preocupa, pois terá impacto direto nos preços, principalmente dos alimentos”, salienta.

GOVERNO
Ontem, o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, confirmou a defasagem nos preços da gasolina no Brasil e que o governo planeja conceder um reajuste de 7% na gasolina e entre 4% e 5% no óleo diesel.

Ele acrescentou que um eventual impacto do aumento nos combustíveis na inflação deste ano dependerá da data e da intensidade do reajuste. Silveira lembrou que a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para combustíveis já está zerada e, dessa forma, o governo não tem teria muitos instrumentos para evitar que o aumento do preço chegue às bombas dos postos de gasolina.

Segundo ele, não deve haver aumento, por ora, na mistura de álcool anidro (etanol) na gasolina, que atualmente está em 20%. “Se isso ocorrer, o mais adequado é que seja somente a partir da safra de abril. No momento estamos na entressafra e a prioridade é a segurança no abastecimento”, conclui. O secretário participa de seminário “Fronteiras da Defesa da Concorrência”, realizado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (Com agências)

continua após publicidade