Economia

Custo de vida do paulistano sobe em outubro, diz Fecomercio

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 19 de dezembro (Folhapress) - O aumento dos preços das roupas e dos alimentos fizeram o custo de vida subir na região metropolitana de São Paulo em outubro. O indicador Custo de Vida por Classe Social, medido pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo), subiu 0,43%. O aumento, no entanto, ainda é menor do que o ocorrido em setembro (0,64%). As famílias com menor renda foram as mais pressionadas pela alta, de 0,63% na classe E e de 0,59% na D.

A elevação dos preços dos grupos de vestuário e de alimentação tiveram alta de 1,52% e 1,18%, respectivamente. Análise mais detalhada mostra que o arroz e o feijão tiveram altas de 8,8% e 6,2% em outubro.

A pressão sobre os preços dos alimentos e, principalmente, da cesta básica aponta, segundo a Fecomercio-SP, que as classes E e D estão sofrendo a maior perda de poder de compra na região nos últimos 12 meses. "Isso tende a reduzir o potencial dos mercados de classes emergentes", afirma em nota.

Na análise por classes, a população das classes E e D tiveram maior aumento do custo de vida no item alimentação. O aumento dos custos foi de 1,49% e 1,35%, respectivamente. Já para a população das classes A e B tiveram maior pressão no grupo artigos do lar, com alta de 0,78% e 0,47%, respectivamente.

As únicas categorias que reduziram a participação no custo de vida do paulistano foram transporte (queda de 0,32%) e educação (0,01%). Nos últimos 12 meses, o custo de vida acumula elevação de 4,46%.

O cálculo do custo de vida considera o preço de 247 itens e separa as famílias em cinco faixas de renda que vão de A a D.
 

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