Economia

Natal deve aumentar procura do paulistano por crédito, diz Fecomercio

Da Redação ·

Por Thiago Santos SÃO PAULO, SP, 16 de dezembro (Folhapress) - O consumidor paulistano está mais propenso a adquirir financiamentos e a sacar recursos de aplicações com a aproximação do Natal, disse a Fecomercio-SP (Federação do Comércio de São Paulo). A entidade diz que o comportamento seria motivado pela propensão ao consumo característico de dezembro e pelo baixo interesse pela aquisição de financiamentos em outubro e novembro --o que indica mais consumidores com margem para o endividamento. De acordo com a Prie (Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento), realizada desde junho pela instituição, a intenção de obter crédito nos dois últimos meses --18,8 pontos em outubro e 21,2 em novembro-- ficou abaixo da média de 25 pontos da série. A Prie é realizada com base em 2.200 entrevistas mensais realizadas na cidade de São Paulo. No último mês, 9,5% dos paulistanos pretendiam contrair algum tipo de financiamento nos próximos três meses. Em outubro, o número foi ainda menor (8,5%), número considerado "normal" pela Fecomercio-SP pelo início do período de renegociação de dívidas. A baixa intenção de adquirir financiamentos no mês passado mostra que há um grau razoável de cobertura para eventuais gastos inesperados no orçamento do paulistano, segundo a assessoria técnica da pesquisa. Recursos investidos Em novembro, cerca de 38% dos endividados possuíam algum tipo de aplicação --contra quase 54% dos não endividados. A poupança é a primeira opção entre os entrevistados que têm algum tipo de aplicação, com 75,5% da preferência, seguida por renda fixa (14,6%), previdência privada (6,7%) e ações (0,7%). Segundo a instituição, as reservas em aplicações do consumidor deve cair em dezembro devido ao aumento da intenção de consumo característico do fim de ano. 13º salário A intenção de gastar é coberta apenas parcialmente pelo 13º salário, diz a Fecomercio, porque nem todos os trabalhadores recebem o benefício e muitos têm gastos que superam o valor do abono de fim de ano. Dessa forma, a retirada de recursos das aplicações costuma cobrir esse aumento das despesas.  

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