Economia

Participação de importados no consumo cai pela 1ª vez desde 2009

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 13 de dezembro (Folhapress) - A participação de produtos industriais importados no consumo dos brasileiros caiu para 22,1% no terceiro trimestre deste ano, redução de 0,2 ponto percentual em relação ao segundo trimestre. É a primeira queda em 10 trimestres, segundo estudo divulgado hoje pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) em parceria com a Funcex (Fundação Centro de Estudos de Comércio Exterior). De 27 setores avaliados pelo estudo, 12 importaram menos que no trimestre anterior. As indústrias de petróleo e biocombustíveis (2,4 pontos percentuais) e as de farmoquímicos e farmacêuticos (0,7 ponto percentual) foram as que tiveram as maiores quedas. De acordo com o estudo, nos setores em que se registram quedas, as variações podem ser atribuídas à alta na taxa de câmbio ocorrida no início do ano e às medidas adotadas pelo governo para a desoneração dos setores industriais. As exportações da indústria em relação ao total da produção se mantiveram em 18% no terceiro trimestre. Conforme o estudo, a estabilidade do Coeficiente de Exportação também é resultado das medidas de desoneração da folha de pagamento de alguns setores e à desvalorização do real desde o início do ano. O coeficiente, porém, ainda está bem abaixo da máxima histórica de 20,7% registrada no segundo trimestre de 2007. "O mercado lá fora está muito ruim, por isso as exportações não decolam", avalia o economista da CNI Marcelo Azevedo. A maioria dos setores da indústria de transformação aumentou as exportações no terceiro semestre de 2012 em relação período imediatamente anterior. Os que mais ampliaram as vendas ao exterior foram o de fumo, couros e calçados e máquinas e materiais elétricos. Expectativa Apesar das medidas de estímulo à indústria brasileira adotadas pelo governo, Azevedo destaca que não é possível afirmar ainda que as importações continuarão caindo. "Enquanto os mercados desenvolvidos estiverem em baixa, a produção dos países asiáticos serão desviadas para economias em crescimento como a brasileira", explica Azevedo.  

continua após publicidade