Economia

Zona do euro libera parcela de Ç34 bilhões de euros de resgate à Grécia

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 13 de dezembro (Folhapress) - O grupo de ministros das Finanças da zona do euro liberou hoje uma parcela de Ç 34 bilhões do resgate de Ç130 bilhões de euros à Grécia, quatro meses após o início das discussões e as primeiras visitas dos credores internacionais. A autorização dará alívio a Atenas, que poderá honrar seus compromissos sem ter que fazer leilões de títulos com juros altos para se financiar. No entanto, o país teve que abrir mão de Ç18 bilhões de euros em seu Orçamento e fazer demissões e cortes em áreas sociais, o que provocou protestos. A ajuda foi anunciada pelo presidente do grupo de ministros, Jean-Claude Juncker, após reunião dos integrantes dos 17 países do euro. O valor será pago nos próximos dias, enquanto outros US$ 14,7 bilhões serão entregues em março. A liberação dos recursos dos credores --União Europeia, Banco Central Europeu (BCE) e o FMI (Fundo Monetário Internacional), que formam a troika-- acontece após a operação de troca de créditos realizada na semana passada, que retirou Ç 20 bilhões em dívida pública do mercado. Com o último pagamento, o país terá recebido cerca de Ç 70 bilhões dos Ç130 bilhões de euros aprovados em fevereiro pelos credores internacionais. A liberação do resto dos valores estará sujeita a medidas determinadas pela troika. Dentre elas, está a aplicação de reformas fiscais e estruturais. Segundo Juncker, a necessidade dessas novas exigências será avaliada nos próximos meses. Crise A Grécia, onde a crise da dívida da zona do euro surgiu no final de 2009, é o país mais endividado da região de moeda única, apesar de um grande corte, neste ano, sobre os bônus detidos por privados. A economia do país encolheu cerca de 25% em cinco anos. O país terá que reduzir sua dívida pública, que está em quase 190% do PIB (Produto Interno Bruto), para um nível de 120% até 2020. Atenas também lida com o desemprego, que chegou a 26%, o maior de toda a União Europeia. Mesmo com a frágil situação financeira, o resgate atrasou devido às divergências entre o governo do premiê Antonis Samaras e a oposição, além das discussões dos inspetores da troika, que se estenderam por três meses, dois a mais que o previsto. A ajuda foi autorizada no final de novembro, após a aprovação dos credores e dias antes de o país entrar em moratória.  

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