Economia

Com cotas, importadores preveem recuperação em 2013

Da Redação ·

Por Gabriel Baldocchi SÃO PAULO, SP, 12 de dezembro (Folhapress) - Os importadores de veículos esperam uma recuperação do volume de vendas para o próximo ano com a ajuda das cotas de importação do novo regime automotivo. A projeção da Abeiva (associação dos importadores sem fábrica no país) é de um crescimento de 17% no próximo ano, para um total de 150 mil unidades. O setor foi afetado neste ano pela restrição imposta pelo governo no final de 2011, do 30 pontos adicionais no IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) para marcas sem fábrica no Brasil. A previsão é que as vendas encerrem o ano com uma queda aproximada de 35% em relação ao ano anterior, com um total de 128 mil unidades, abaixo da última previsão (130 mil unidades). Até novembro, a retração era de 33,5%. Só no mês passado, as vendas caíram 46,1% na comparação com novembro de 2011 e 10% em relação a outubro. No próximo ano, os representantes das estrangeiras passam a contar com as cotas de importação do novo regime automotivo. Pelas novas regras publicadas em setembro, as empresas podem trazer até 4.800 unidades do exterior sem pagar o adicional de 30 pontos de IPI desde que atendam requisitos como investimento em pesquisa e comprometimento com metas de eficiência energética. A medida deve ajudar sobretudo as marcas de médio e pequenos volumes, como Land Rover e Ferrari, respectivamente. O presidente da Abeiva, Flavio Padovan, avalia que sem as cotas as vendas de 2013 seriam até inferiores às deste ano. "Sem cota, ficaria até menos, abaixo dos 120 mil [unidades]", afirma. Das 29 marcas associadas à entidade, 26 entraram com pedido de habilitação no novo regime automotivo, que da direito à cota. Nenhuma delas conseguiu ainda a habilitação. Os importadores se queixam da demora do Mdic (Ministério do Desenvolvimento) em aprovar os pedidos, o que afeta os negócios deste ano, para o qual há um prazo excepcional de habilitação com a previsão das cotas proporcionais. "Tem muita gente pedindo, o governo tem uma limitação de pessoal. É uma questão de capacidade de analisar os processos que eles têm. O programa [novo regime] é complexo, portanto, a homologação também é", afirma Padovan.  

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