Economia

BC ainda vê "gordura" na taxa de câmbio, diz diretor de política monetária

Da Redação ·

RIO DE JANEIRO, RJ, 10 de dezembro (Folhapress) - O Banco Central tem bastante espaço para oferecer dólares ao mercado e considera que a taxa cambial ainda tem "um pouco de gordura para queimar", disse hoje o diretor de política monetária da instituição, Aldo Mendes, no seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) no Rio. "A taxa de câmbio é muito complexa, é uma grande variável. Cada analista, cada instituição tem seu modelo", disse Mendes. "Tem um pouco de gordura na nossa taxa [cambial]." Ele disse que a taxa de câmbio praticada atualmente está acima do modelo calculado pelo BC, mas reafirmou que não há uma meta de câmbio a ser alcançada. O dólar vem sendo negociado próximo de R$ 2 nos últimos dias, após intervenções feitas pelo BC no início do mês para segurar a alta da moeda americana, que chegou a ultrapassar os R$ 2,10 em novembro. Segundo o diretor, o BC tem espaço para oferecer dólares no mercado spot ou de derivativos, conforme a necessidade, e que é possível fornecer liquidez, principalmente nessa época de final de ano, quando normalmente há escassez de recursos. "O mercado flutua, o câmbio tem flutuado. É evidente que final de ano é sempre de baixa liquidez, e o BC vai fornecer a liquidez que o mercado precisar. Não faltará dólar", disse. O diretor afirmou também que o país fechará este ano com Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) de mais de US$ 66 bilhões. A projeção do BC era de US$ 60 bilhões.  

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