Economia

Grécia amplia prazo para recompra de títulos para reduzir dívida

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 10 de dezembro (Folhapress) - A operação de recompra de papéis da dívida da Grécia por investidores privados foi prorrogada até amanhã às 14h (10h de Brasília), informou hoje a Agência de Gestão da Dívida Pública (PDMA) da Grécia. "Decidimos prorrogar a operação de troca da dívida para estas obrigações até terça-feira 11 de dezembro", afirmou em comunicado Stelios Papadopoulos, diretor da agência. A intenção, segundo ele, é que os credores que não tenham conseguido participar da oferta possam fazê-lo. A primeira fase da operação terminou na sexta-feira como previsto mas, segundo a imprensa, teve que ser prorrogada porque não alcançou o objetivo, a recompra de quase 30 bilhões de euros em títulos para reduzir a dívida do país, que terminou 2011 representando 187% do PIB (Produto Interno Bruto). O jornal Ta Nea informou nesta segunda que a Grécia arrecadou entre Ç 26 bilhões e Ç 27 bilhões em ofertas, mas o governo ainda não se pronunciou oficialmente. Resgate A intenção do governo grego é conseguir descongelar a segunda parcela do resgate financeiro feito pela União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional). Dos Ç130 bilhões de euros concedidos pelos credores internacionais, o país só recebeu Ç 60 bilhões de euros. A recompra dos papéis é uma tentativa para elevar o preço acima da expectativa do mercado para garantir interesse suficiente do investidor. O sucesso dessa ação irá abrir caminho para o país receber o financiamento, atrasado em quatro meses, e evitar uma moratória. A faixa vai de um mínimo de 30,2% a 38,1% e um máximo de 32,2% a 40,1%, dependendo do vencimento das 20 séries de títulos. Os títulos têm spread de dois pontos percentuais entre os preços mais baixo e mais alto. Os preços estão bem acima do nível que os títulos gregos qualificados para recompra fecharam no último dia 23 de novembro, mesmo que os credores da Grécia tenham dito na semana passada que não esperavam que os títulos fossem comprados por mais do que o preço de fechamento naquela data. Os títulos, que tiveram um valor nominal de US$ 63 bilhões, fecharam entre 25,15 e 34,41 centavos de euro naquela data, de acordo com dados da agência de notícias Reuters.  

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