Economia

Cesta básica tem alta freada por queda do preço tomate

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 5 de novembro (Folhapress) - Pesquisa divulgada hoje pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que o preço da cesta básica aumentou em nove das 17 capitais analisadas pela entidade no mês de outubro. Segundo o Dieese, as maiores altas foram verificadas no Norte e Nordeste, com destaque para Recife (4,49%), Manaus (3,61%) e Fortaleza (2,54%). Também apresentaram variação positiva Natal (2,45%), Salvador (2,43%), Belém (2,36%), Curitiba (0,91%), São Paulo (0,80%) e Goiânia (0,40%). Entre as sete localidades onde houve recuo, as quedas mais expressivas foram apuradas em: Florianópolis (9,04%), Brasilia (3,66%) e Vitória (2,29%). Também apresentaram recuo Porto Alegre (1,84%), Belo Horizonte (1,69%), Aracaju (0,85%), Rio de Janeiro (0,60%) e João Pessoa (0,11%). As altas moderadas e as retrações podem ser explicadas, em parte, pela queda no preço do tomate. Desde setembro, o produto, que tem peso relevante na cesta de alimentos, apresenta retrações significativas. Em outubro, os preços do produto recuaram em 12 capitais. As retrações mais expressivas foram apuradas em Florianópolis (44,44%), Vitória (25,24%) e Belo Horizonte (23,59%). Após três meses na segunda colocação, São Paulo voltou a ter a cesta básica mais cara do país em outubro, a R$ 311,55. Porto Alegre teve segundo maior valor (R$ 305,72) e Manaus o terceiro (R$ 298,22). As cestas mais baratas foram as de Aracaju (R$ 206,03), Salvador (R$ 223,00) e João Pessoa (R$ 232,97). Variação anual Segundo o Dieese, no acumulado do ano a variação é positiva em todas as capitais pesquisadas para a cesta básica. De janeiro a outubro, os maiores aumentos ocorreram em Fortaleza (18,54%), Manaus (16,59%), Natal (16,40%) e Recife (15,88%). As menores variações no ano, por outro lado, ocorreram em Goiânia (1,79%), Vitória (6,70%) e Salvador (6,79%). Itens Dentre os itens pesquisados, o arroz teve alta em todas as 17 capitais em outubro ante o mês anterior, com destaque para Aracaju (19,77%), Vitória (16,93%) e Recife (13,88%). A carne bovina, produto de maior peso na cesta de alimentos, fechou outubro com alta em 13 capitais. As maiores altas ocorreram em Curitiba (5,67%), Recife (5,39%) e São Paulo (4,34%). Apesar do resultado, o produto registra queda em nove capitais no acumulado do ano, com destaque para Goiânia (13,43%), Vitória (5,73%) e Belém (5,01%). O pão francês também teve alta em 13 capitais no mês de outubro. As maiores altas ocorreram em Belém (10,48%), Rio de Janeiro (4,36%) e Vitória (4,21%). Ocorreram quedas, por outro lado, em Natal (1,58%), Goiânia (0,92%), Porto Alegre (0,79%) e Aracaju (-0,21%). O feijão foi o produto que apresentou aumento em menor número de localidades, subindo em oito cidades. As variações mais significativas se deram em Manaus (4,81%), Porto Alegre (3,17%) e Curitiba (2,78%). Foi apurada estabilidade no Rio de Janeiro, e as retrações mais expressivas verificaram-se em Brasília (-4,27%), Belém (-2,26%) e Fortaleza (-1,78%). Após subir significativamente e alcançar preços elevados, o tomate vem apresentando retrações nos últimos meses. Em outubro, os preços do produto recuaram em 12 capitais. As retrações mais expressivas ocorreram em Florianópolis (44,44%), Vitória (25,24%) e Belo Horizonte (23,59%). Outro item que teve alta foi o leite, que subiu em 14 cidades pesquisadas, com destaque para Goiânia (5,36%), Natal (4,06%) e João Pessoa (2,52%). Tempo é dinheiro Segundo estimativa do Dieese, para adquirir o conjunto de produtos alimentícios essenciais, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou trabalhar, em média, 95 horas e 1 minuto em outubro. No mesmo período do ano passado, a jornada média de trabalho exigida para a compra da cesta somava 94 horas e 4 minutos. Salário mínimo? De acordo com o custo de São Paulo e com o que a Constituição preceitua que o salário mínimo deve cobrir, o Dieese estimou que um trabalhador deveria receber, pelo menos, R$ 2.617,33 para suprir suas necessidades básicas. O valor é equivalente a 4,21 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 622,00.  

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