Economia

Grécia rebaixa PIB e eleva dívida em previsões para 2013

Da Redação ·





SÃO PAULO, SP, 31 de outubro (Folhapress) - O governo da Grécia anunciou hoje a revisão de suas previsões de seus indicadores econômicos no projeto de Orçamento de 2013. Na nova proposta, a recessão foi alterada para baixo, enquanto o deficit e a dívida pública aumentam.

No cenário estimado pelo projeto enviado ao Parlamento nesta semana, a economia grega terá retração de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto) no ano que vem, contra 3,8% na proposição apresentada em setembro.

A recessão esperada para 2013, no entanto, é menor do que a contração prevista para esse ano (6,5%). Apesar disso, o consumo privado na Grécia irá cair de 7,7% em 2012 para 7% no ano que vem.

Enquanto isso, o deficit público -diferença entre gastos e arrecadação do governo- ficará em 5,2% do PIB, contra 4,2% da estimativa anterior.

Dívida

Os números também farão com que a dívida pública do país aumente para 189,1%, a maior da União Europeia em termos relativos, apesar do resgate de 130 bilhões de euros de credores internacionais recebido em fevereiro.

Em termos absolutos, a dívida do Estado grego alcançará 346,2 bilhões de euros (R$ 900 bilhões) no final de 2013, valor menor do que no final de 2011 (355,657 bilhões de euros).

A contração do PIB, no entanto, faz com que sua sustentabilidade seja cada vez menor: em 2011 a dívida era de 170,6% do PIB, no final de 2012 aumentará para 175,6% e em 2013 atingirá 189,1%.

Espanha

O presidente de governo (premiê) da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou hoje que pedirá ajuda do BCE (Banco Central Europeu) se for necessário, mas que precisará de apoio unânime de todos os países da União Europeia.

Para Rajoy, o resgate não é indispensável no momento. Em discurso no Congresso espanhol, ele também elogiou o programa de compra de dívida pública proposto pelo presidente do BCE, Mario Draghi, para socorrer os países em crise.

"O instrumento [de compra da dívida pública proposto pelo BCE] é muito importante e, se a Espanha precisar, tenham a total e absoluta certeza de que eu pedirei."

Em setembro, o BCE anunciou o programa, que obriga o país a fazer uma solicitação formal e a aceitar condições impostas em troca, como medidas mais profundas de austeridade, o que encontra a resistência de Madri.

Adiamento

Segundo o jornal "El País", Rajoy espera não ter que pedir socorro financeiro até o fim do ano. O governo avalia que os leilões de títulos estão em bom nível, cobrindo as necessidades de financiamento, e que o risco país está em condições satisfatórias.

Fontes ouvidas pela publicação dizem que as negociações para a união bancária e fiscal, impulsionada depois da quebra do Bankia, ajudarão para diminuir as pressões sobre o país.

A Espanha é um dos países mais afetados pela crise econômica e possui a taxa mais alta de desemprego na região, com 25,8% em setembro.

Em junho, os bancos do país, que têm dificuldades de financiamento, tiveram autorização do BCE para receber uma ajuda financeira, que deverá ser de 60 bilhões de euros (R$ 156 bilhões).
 

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