Economia

Metalúrgicos da Embraer rejeitam proposta de aumento real de 1,5%

Da Redação ·





Por Eduardo Vasconcelos

SÃO PAULO, SP, 30 de outubro (Folhapress) - Os metalúrgicos da Embraer rejeitaram a proposta de reajuste salarial oferecido pela empresa em assembleia hoje.

A categoria reivindica aumento de 7,19% (4,58% de reposição inflacionária pelo INPC mais 2,5% de reajuste real), mas a Embraer ofereceu 1,5% de aumento real.

Em nota, a companhia informou que não deverá apresentar uma nova proposta.

Representada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) nas negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a Embraer disse que "a Fiesp continua aberta a sentar-se à mesa", mas que não deve haver nova proposta que envolva maior aumento real.

O vice-presidente do sindicato que representa a categoria, Herbert Claros da Silva, disse que os metalúrgicos do setor aeronáutico decidiram não entrar em greve até o momento, mas que a categoria deve iniciar manifestações nas fábricas da empresa. "A Embraer foi beneficiada com a desoneração da folha de pagamentos. Vamos procurar o governo federal", disse.

Segundo Silva, os metalúrgicos do setor aeronáutico não aceitam o reajuste real de 1,5% porque os trabalhadores dos demais setores foram contemplados com aumentos em torno de 2,5%.
 

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