Economia

Prorrogação do IPI ainda não foi discutida com montadoras

Da Redação ·





Por Felipe Nóbrega

SÃO PAULO, SP, 23 de outubro (Folhapress) - No salão do automóvel, Cledorvino Belini, presidente da Fiat e da Anfavea, disse que a associação dos fabricantes e o governo ainda não sentaram para discutir a possibilidade de prorrogação do IPI. O benefício fiscal, que fez as vendas de carros crescerem 5,5% no acumulado do ano, termina no final do mês.

A presidente Dilma Rousseff estará amanhã no Anhembi, para a abertura oficial do Salão de São Paulo, mas o IPI, segundo Belini não está na pauta e será discutido com o ministro da Fazenda Guido Mantega.

O governo calcula o quanto a renúncia fiscal afetará as contas do governo e de que forma a não prorrogação do benefício poderá impactar a economia. O setor automotivo representa aproximadamente 21% do PIB da indústria nacional e movimenta outros setores, como o financeiro, já que 65% dos carros novos são vendidos por meio de financiamento.

Depois do recorde de vendas registrado em agosto, com 405 mil unidades emplacadas, o segmento de automóveis e comerciais leves viu um encolhimento de 31% em setembro (277 mil). Na primeira quinzena de outubro outra queda, agora de 10,1% em relação ao mesmo período do mês anterior, aponta a Fenabrave (associação das concessionárias).

Para Olivier Murguet, presidente da Renault, a redução tributária temporária promovida pelo governo está sendo acertada e se não fosse a medida, o mercado seguiria em queda e amargaria um encolhimento de aproximadamente 6% no ano.

Com o recorde de vendas em setembro, o Brasil ultrapassou a Alemanha, ocupando o posto de terceiro maior mercado do mundo, atrás apenas de China e EUA.

A agência Reuters informou ontem que o governo deve prorrogar até o fim de dezembro a redução das alíquotas do IPI.

Uma fonte da equipe econômica do governo teria dito à agência que "a área técnica trabalha com a possibilidade da prorrogação" e que "a decisão final será tomada nos próximos dias".

No final de agosto o governo estendeu o benefício até o próximo dia 31, quando nova decisão sobre o assunto será tomada.
 

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