Economia

Dívida-Pública - (Atualizada)

Da Redação ·

Injeção em BB e Caixa aumenta endividamento em 2%




BRASÍLIA, DF, 22 de outubro (Folhapress) - A operação de injeção de R$ 21 bilhões no Banco do Brasil e na Caixa Econômica em setembro puxou o aumento do endividamento da União no mês passado.

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo da União, subiu 2,02% na comparação com agosto, ficando em R$ 1,91 trilhão (ante R$ 1,87 trilhão no mês anterior).

Segundo o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, o repasse aos bancos públicos se justifica porque essas instituições fazem algumas operações diferentes dos bancos privados, muitas vezes com juros subsidiados.

"Eles têm funções como custeio da safra agrícola e financiamento do programa Minha Casa Minha Vida."

"Essa emissão para os bancos públicos foi justamente para financiar esse tipo de programa", reiterou.

A medida provisória que autorizou os repasses previa que a maior parte do recurso iria para operações agrícolas e para o financiamento de material de construção destinado à faixa de menor renda do público atendido pelo Minha Casa, Minha Vida.

No entanto, havia também uma fatia destinada ao crédito para consumo de bens duráveis e ao financiamento de obras de infraestrutura --parte poderia ainda ser usada livremente pela Caixa.

Apesar dessa emissão de títulos para repasse de R$ 21 bilhões para os bancos públicos, Garrido disse que a dívida pública fechará 2012 dentro da banda prevista desde o início do ano, entre R$ 1,95 trilhão e R$ 2,05 trilhões.

Garrido destacou que, em relação ao PIB, o endividamento da União vem caindo. A projeção do Banco Central é que a dívida líquida do setor público termine 2012 em 34,8% do PIB, ante 36,4% em dezembro do ano passado.

Em setembro, foram emitidos R$ 61,87 bilhões em novas dívidas, incluindo os R$ 21 bilhões para repasse aos bancos públicos.

Por outro lado, foram resgatados R$ 38,35 bilhões em títulos nas mãos de investidores. O resultado líquido foi uma expansão de R$ 23,53 bilhões da dívida devido a novas emissões.

Além disso, houve aumento do endividamento da União em R$ 13,97 bilhões em razão dos juros do período.
 

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