Economia

Gás mais barato nos EUA põe em risco complexo petroquímico no Rio

Da Redação ·





Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, RJ, 20 de setembro (Folhapress) - A presidente da Petrobras, Graça Foster, admitiu hoje que a queda do preço gás natural nos Estados Unidos pode colocar em risco o projeto do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro). Ela afirmou, porém, que tanto a empresa como o governo e a possível sócia Braskem encontrarão uma forma de manter o projeto original.

O Comperj terá um complexo industrial de refino e petroquímico associados. Apesar da parte de refinaria já estar em andamento, não houve avanço em relação à parte petroquímica, que seria feita em parceria com a Braskem.

Graça garantiu no entanto que não houve mudança no projeto original e que o Comperj só faz sentido se for um integrado à unidades petroquímicas.

"O complexo é um projeto integrado de duas refinarias e uma planta petroquímica e faz sentido econômico de forma integrada, mas saberemos buscar a racionalidade para o preço do gás para viabilizar o projeto", defendeu a executiva, ressaltando que trabalhará com o governo e a Braskem para isso.

Ela afirmou que se a queda do preço do gás persistir, em volumes significativos e por longo prazo nos EUA é possível que atraia a indústria petroquímica para aquele país. Segundo especulações da indústria, a Braskem seria uma das empresas que poderia optar por instalar sua unidade nos EUA em vez do Brasil.

"Vamos trabalhar firme para manter o projeto como foi concebido", concluiu.
 

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