Economia

Estatal faz contas para não "estressar investimentos" com leilões

Da Redação ·





Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO, RJ, 20 de setembro (Folhapress) - A Petrobras vai participar dos dois leilões de áreas de petróleo e gás que serão realizados pelo governo brasileiro no ano que vem, mas antes fará uma análise detalhada dos riscos e irá sondar possíveis sócios, disse hoje a presidente da estatal, Graça Foster.

O anúncio da 11ª rodada de blocos de petróleo em terra e na margem equatorial brasileira foi anunciado pelo governo na terça-feira.

"Vamos fazer uma análise bastante clara de risco, bastante apurada, para que não tenha estresse no nosso investimento de forma alguma", disse, durante o encerramento da feira Rio, Oil & Gas, feira no Rio de Janeiro.

Segundo ela, é preciso lembrar que os leilões ainda dependem da aprovação de uma nova distribuição dos royalties do petróleo pelo Congresso.

Segundo Graça, o plano de negócios da empresa para o período 2012-2016 já prevê recursos para participar dos leilões, mas não podem ser divulgados por questões estratégicas.

O plano conta com investimentos de US$ 236 bilhões até 2016, mas o caixa da empresa tem sido afetado nos últimos meses por importações crescentes de derivados e queda de produção, que comprometem a receita da estatal.

O descolamento entre os preços do mercado interno em relação ao mercado internacional também pesa.

Graça disse que não foi surpresa para ela o anúncio do leilão, apesar de ter pego toda a indústria desprevenida durante a Rio, Oil & Gas.

Produção

Sobre a queda de produção da empresa, que todo mês tem ficado cerca de 1% menor do que no mês anterior, Graça disse que reflete a parada de produção do campo de Frade, que não estava prevista, e as paradas programadas de plataformas para melhorar o desempenho na bacia de Campos.

"Temos conseguido não ter paradas maiores que as paradas programadas, porque queremos crescer e sustentar essa produção", disse.

A Petrobras prevê fechar este ano com produção igual a do ano passado, com margem de erro de 2% para cima ou para baixo em relação à produção de 2,1 milhões de barris em 2011.

Para analistas, porém, a empresa pode fechar este ano com queda de produção em relação ao ano ano anterior, o que não ocorre há cinco anos.
 

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