Economia

PIB-IBGE - (Atualizada)

Da Redação ·

Instituto vai mudar sistema de cálculo do PIB




RIO DE JANEIRO, RJ, 19 de setembro (Folhapress) - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) irá mudar o cálculo do PIB (Produto Interno Bruto), com o intuito de aproximar as contas nacionais do modelo que é recomendado pelas ONU (Organização das Nações Unidas) e outros órgãos internacionais. A informação foi divulgada hoje pelo instituto

Detalhes do novo cálculo, no entanto, ainda não foram divulgados pelo órgão. Em nota publicada hoje, o IBGE diz que a nova metodologia será divulgada apenas no final de 2014.

"O Projeto de Revisão do Sistema de Contas Nacionais, com divulgação de resultados prevista para final de 2014 / início de 2015, se insere neste contexto [de mudanças seguindo padrões internacionais]", explicou o instituto.

Em sua nota, o instituto lembrou que, nos últimos anos diversos organismos internacionais, responsáveis pela elaboração de manuais e recomendações metodológicas sobre a produção de estatísticas, vêm coordenando seminários e discussões visando à harmonização da produção de estatísticas econômicas no mundo. O projeto atual de revisão se insere neste contexto.

O instituto lembrou que um dos resultados recentes desta intenção de harmonizar a produção de estatísticas foi a aprovação da revisão da classificação internacional de atividades econômicas, e dos manuais de contas nacionais, balanço de pagamentos, finanças públicas, estatísticas monetárias e financeiras entre outros.

Dentro desse processo o IBGE e a Secretaria da Receita Federal, entre outros gestores de registros administrativos de âmbito nacional, já adotaram a nova classificação de atividades -denominada CNAE 2.0- em suas informações econômicas.

2007

A última mudança de cálculo nas contas nacionais foi realizado em 2007.

À época, a metodologia incorporou no item "indústria" alguns indicadores que faziam parte dos "serviços". Atividades como telecomunicações, informática, serviços cinematográficos e de vídeo e atividades de rádio, televisão e agências de notícias passaram a ser consideradas como indústria e não mais como serviços.

Mesmo assim, a indústria teve peso relativo menor e os serviços participação maior na apuração dos resultados da economia brasileira.

Na ocasião, serviços aumentou cerca de 10 pontos percentuais -de 56,3% para 66,7%. Já a indústria recuou em 8,4 pontos percentuais- de 36,1% para 27,7%.

Entre os setores industriais que mais perderam força nas contas nacionais estiveram a indústria de transformação (recuo de 4,4 pontos percentuais para 17,2%) e construção civil (queda de 3,2 pontos para 5,5%).

Nos serviços, comércio ( de 7,1% para 10,6%), transporte e armazenagem (2,6% para 4,9%) e intermediação financeira (5,2% para 6%) ganharam mais peso no índice.

Houve, em 2007, a incorporação de pesquisas do IBGE na apuração das contas nacionais, como as Pesquisas Anuais da Indústria, Comércio, Serviços, e de Construção, reformuladas na segunda metade da década de 1990. O ano-base para a mudança do cálculo será o de 2000.

1997

No período anterior a 1997, o desempenho da economia brasileira era medido pelo Sistema de Contas Nacionais Consolidadas, elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que calculou o PIB de 1947 a 1989.

Tratava-se de um sistema simplificado, com um conjunto de contas mais agregado, que sofria revisões a cada Censo Econômico. Em 1997, o IBGE adotou a 3ª Versão do Manual de Contas Nacionais da ONU (Organização das Nações Unidas), realizando uma alteração profunda nesse Sistema, que não afetou apenas a sua base de dados, como ocorre na mudança atual, mas a sua própria estrutura, que foi ampliada.

Tal mudança levou à divulgação de uma nova série das Contas Nacionais, de 1990 a 1997, e estabeleceu o Sistema de Contas Nacionais do Brasil na forma como ele vigora até hoje.
 

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