Economia

Brasil gerou 2,2 milhões de empregos formais em 2011, diz MTE

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 18 de setembro (Folhapress) - O Brasil gerou 2,2 milhões de empregos formais em 2011, um aumento de 5,09% em relação ao total de trabalhadores formais de 2010, de acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais), divulgada hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi a terceira maior geração de empregos de toda a série histórica da Rais, iniciada em 1985, sendo menor apenas que os saldos em 2010, quando foram criados 2,8 milhões de postos, e em 2007, quando foram gerados 2,4 milhões. Os dados por tipo de vínculo (celetistas e estatutários) revelam que a dinâmica do mercado de trabalho em 2011 foi proporcionada, particularmente, pelo desempenho do emprego celetista, que cresceu 5,96%, correspondendo à criação de 2,116 milhões de empregos, contra uma elevação modesta de 1,47%, ou mais 126,3 mil vínculos empregatícios no segmento estatutário. O número de vínculos empregatícios formais ativos em dezembro de 2011 atingiu 46,311 milhões, ante 44,068 milhões do ano anterior. Somando os inativos (desligados), o montante chegou a 70,971 milhões de vínculos, o que representa um aumento de 6,33% quando comparados ao resultado de 2010, ocasião em que foram registrados 66,747 milhões de empregos. Puxado pelo fortalecimento da demanda interna, a pesquisa mostra que houve crescimento generalizado nos setores da economia. Dentre os que mais contribuíram para a geração de empregos formais estão o de Serviços, com 1.027,4 mil vagas; seguido do Comércio, 460,4 mil; Construção Civil, 241,3 mil; Indústria de Transformação, com 228,1 mil e Administração Pública, com 180,2 mil postos de trabalho gerados.. Em relação aos rendimentos médios dos trabalhadores formais houve aumento real de 2,93%, percentual superior ao verificado no ano anterior, de 2,57%, passando de R$ 1.847,92, em dezembro de 2010, para R$ 1.902,13, em dezembro de 2011. Em 2011, 7,885 milhões de estabelecimentos declararam a Rais, dos quais 4,295 milhões correspondiam a estabelecimentos sem vínculos empregatícios, e 3,591 milhões com vínculos. Foi registrado crescimento de 3,52% no total de estabelecimentos, percentual superior ao ocorrido em 2010, com 2,47%.  

continua após publicidade