Economia

Troica e governo grego divergem sobre cortes

Da Redação ·
Os credores internacionais da Grécia permanecem céticos a respeito do corte de bilhões de euros que o governo grego prometeu realizar para atingir as metas de redução do déficit público durante os dois próximos anos, disse neste sábado (15) um funcionário do governo da Grécia. De acordo com ele, que falou sob anonimato, até agora houve acordo apenas para metade do total de 13,5 bilhões de euros (US$ 17,7 bilhões) em medidas de austeridade que Atenas precisará tomar. Os representantes dos credores - Comissão Europeia (CE), Banco Central Europeu (BCE) e Fundo Monetário Internacional (FMI), a chamada troica - levantaram preocupações a respeito da habilidade do governo grego em realizar vários dos cortes que prometeu no orçamento. A troica também criticou que cortes de vários bilhões de euros parecem ser medidas temporárias, as quais não levariam a uma redução permanente nos gastos do governo da Grécia. Esses cortes são previstos por Atenas nas áreas da saúde pública, operações dos governos locais e defesa. "No começo estávamos ainda mais distantes. Mas até agora concordamos com as medidas que significam (um corte) entre 7 bilhões e 7,5 bilhões de euros", disse o funcionário grego. "Estamos tentando convencê-los a respeito das outras medidas". Representantes dos três credores estão em Atenas para avaliar o progresso das reformas na Grécia e se o país balcânico receberá a próxima tranche do pacote de resgate de 173 bilhões de euros. Se a troica aprovar o pacote de austeridade grego, o país receberá 31,5 bilhões de euros em auxílio em outubro. O relatório precisará ser entregue antes da reunião dos ministros de finanças da zona do euro, marcada para 8 de outubro. As informações são da Dow Jones.
continua após publicidade