Economia

Debêntures podem alavancar infraestrutura, diz Abdib

Da Redação ·
O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (Abdib), Paulo Godoy, projetou nesta quinta-feira que o mercado de debêntures emitidas para investimento em projetos de infraestrutura possa captar R$ 50 bilhões por ano, dentro de seis ou sete anos. Dizendo-se otimista, Godoy destacou que a projeção depende da existência de bons projetos e da criação de um mercado secundário mais efetivo, o que poderia atrair inclusive investidores estrangeiros. O executivo participou na manhã desta quinta-feira do fórum Brasil Competitivo "Os nós da infraestrutura", organizado pela Agência Estado com apoio do jornal O Estado de S. Paulo. O ambiente mais favorável do mercado de debêntures de infraestrutura teria origem na nova legislação que trata da regulação desses papeis, a ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. O texto trará aperfeiçoamentos em relação ao perfil das empresas que poderão emitir o título (incluindo concessionárias e holdings) e maior clareza em relação às penalidades, assim como novos entendimentos acerca de multas e outros temas, destaca Godoy. "Há muitas debêntures represadas, com emissões de mais curto prazo no aguardo de emissões de mais longo prazo. Alguns bancos já dizem que são capazes de emitir debêntures com dez a 12 anos de prazo", revelou Godoy. Os bancos também já estariam analisando a possibilidade de criar fundos para comprar debêntures de infraestrutura e posteriormente oferecer cotas desses fundos no varejo. As debêntures, destaca Godoy, são uma alternativa importante às necessidades de financiamento de longo prazo ao setor de infraestrutura. "O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sozinho não terá condições (de financiar os projetos), senão dependeremos de aportes do Tesouro", afirma Godoy. Outra alternativa em estudo pelo governo seria a criação de um mecanismo de emissão de fundos de investimento em direitos creditórios (FDICs) de infraestrutura.
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