Economia

Graça Foster diz acreditar que prejuízo "não se repetirá"

Da Redação ·

Por Gabriela Guerreiro BRASÍLIA, DF, 11 de setembro (Folhapress) - A presidente da Petrobras, Graça Foster, disse hoje que o prejuízo de R$ 1,3 bilhões registrado pela empresa no segundo trimestre deste ano não vai se repetir. Ela disse, em audiência nas Comissões de Assuntos Econômicos e de Infraestrutura do Senado, que o resultado foi consequência de fatores como a desvalorização cambial e a devolução de poços secos à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). "Nós acreditamos que esse resultado não se repetirá", disse a presidente da estatal. "É muito improvável que todos esses efeitos aconteçam ao mesmo tempo." Graça Foster descartou a possibilidade de a empresa emitir novas ações e disse que a "prioridade absoluta" da Petrobras é a produção de petróleo, com uma carteira de investimentos de US$ 14,8 bilhões. O orçamento da estatal para 2012 é de R$ 87,5 bilhões, e ele deve estar "muito próximo" de ser cumprido até o fim do ano, segundo Foster. No primeiro semestre, a empresa cumpriu R$ 38,7 bilhões do total (44,2%). "Estamos fazendo trabalhos para que os projetos aconteçam no prazo e atendam as curvas financeiras", disse a presidente, ao admitir que a estatal pode não alcançar a estimativa orçamentária. Foster disse que a Petrobras saiu de um lucro líquido de R$ 1,8 bilhão em 1999 para R$ 33 bilhões em 2011, com dívida contratada em dólar de 74% de sua dívida total. "Quando acontecer uma apreciação do real, a diferença retorna para o nosso caixa." Crescimento Para ela, a Petrobras é a empresa de petróleo que mais vai crescer em todo o mundo neste ano, uma vez que as concorrentes não têm reservas descobertas como a estatal brasileira. "Não é possível que elas cresçam na mesma proporção da Petrobras porque não têm as reservas descobertas que a Petrobras tem." Segundo a executiva, enquanto a Petrobras cresceu 45% entre 2002 e 2011, empresas como a BP (British Petroleum) reduziu em 2% e a Chevron cresceu apenas 2%. "A Petrobras teve, no mesmo período, crescimento muito mais significativo. Todas elas têm muito mais gás que petróleo. Hoje, o Petróleo tem valor intrínseco".  

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