Economia

Em anúncio de pacote de energia, Dilma lembra o apagão

Da Redação ·





BRASÍLIA, DF, 11 de setembro (Folhapress) - A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje que a redução do custo de energia para o consumidor domiciliar e o empresariado nacional representa uma "medida histórica" e lembrou o racionamento de energia enfrentado pelo país durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

"Quando eu me tornei ministra de Minas e Energia do governo do presidente Lula, nós tínhamos um país com sérios problemas de abastecimento de energia que amargaram oito meses de racionamento, que resultaram em grande prejuízos para as empresas, tanto as empresas da área do setor elétrico como as demais empresas do país", afirmou a presidente em cerimônia no Palácio do Planalto.

Dilma afirmou que a gestão do ex-presidente Lula conseguiu atender três exigências de seu governo: a garantia de fornecimento de energia, adoção de "tarifas módicas" e o acesso universal à energia elétrica.

"Sem sombra de dúvidas nós eliminamos o risco de racionamento e criamos condições para o investimento na construção de hidrelétricas (...)", completou.

A redução da tarifa foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff na véspera do 7 de Setembro, em pronunciamento nacional de rádio e TV.

Segundo o plano do governo, consumidores residenciais terão uma redução média na tarifa de energia de 16,2% e empresários entre 19% e 28%. Essa redução, afirma a presidente, terá um "efeito sistêmico" de estimular o crescimento.

"A sociedade brasileira sabe pelo conteúdo das medidas, que nós estamos tomando e anunciando, que a nossa maior preocupação é aumentar o investimento público e privado, elevar os níveis de eficiência e ampliar a competitividade da nossa economia", afirmou Dilma em cerimônia no Palácio do Planalto.

O evento contou com presença maciça de ministros, governadores e empresários do setor energético.

"Efeito sistêmico"

A presidente afirmou que a redução das tarifas de energia terá um "efeito sistêmico": a mudança terá impacto na criação de empregos, redução da inflação e estímulo ao crescimento, disse.

"A redução do preço da energia é um dos pontos importantes da nova etapa do nosso modelo de desenvolvimento, com juros em níveis civilizados, câmbio equilibrado, inflação sob controle, carga tributária mais racional, investimento em infraestrutura, estímulo ao investimento na produção, custo de energia mais baixa, investimento em educação e formação profissional. Nós estamos mudando as bases competitivas de nosso país. Mais competitividade nos torna mais fortes para enfrentar a crise mundial", concluiu.
 

continua após publicidade