Economia

Varejo quer ser incluído em pacote de redução da energia

Da Redação ·
O varejo quer ter acesso à mesma redução da conta de luz que será dada às indústrias a partir do ano que vem. Um ofício com esse pedido foi enviado ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta quinta-feira o presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior. "Para nós, a energia é insumo para a climatização, refrigeração e outras atividades indispensáveis ao comércio", afirmou o executivo. A CNDL também pediu ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), colegiado formado pelos secretários estaduais de Fazenda, que permita ao varejo lançar como crédito tributário o ICMS recolhido sobre as contas de luz. Esse é um benefício que a indústria já tem. "Essas iniciativas possibilitariam melhorar a qualidade da nossa atividade e impulsionariam os investimentos no comércio, que representa parte importante do PIB do País", concluiu. Em agosto, as vendas a prazo, medidas pelo número de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cresceram 2,52% em relação ao mês imediatamente anterior. Além disso, a inadimplência, medida pelo número de registros no SPC, caiu 4,14% na mesma comparação. Já na comparação com agosto do ano passado, as vendas caíram 1,69% e a inadimplência caiu apenas 0,45%, nessa comparação. Para a entidade, as vendas ainda continuam em um movimento "de sobe e desce" que vem sendo verificado desde o começo do ano. O dado positivo, porém, é que agosto foi o segundo mês consecutivo de alta. "Considerando-se a época do ano, espera-se que nos próximos meses essa tendência deverá continuar", afirma a CNDL. A CNDL destaca ainda que o número de pessoas que conseguiram quitar seus débitos, limpando o nome no SPC, caiu 0,94% em relação a agosto do ano passado. "Apesar dos salários aumentarem acima da inflação e da estabilidade dos níveis de emprego, o endividamento de meses anteriores está sendo quitado de forma errática, sem uma tendência claramente definida", observa a CNDL. Pellizzaro avaliou que um crescimento mais forte nas vendas a prazo no varejo só deve voltar a partir do segundo trimestre de 2013. "O consumidor está com a renda comprometida com compras já efetuadas e por isso diminuiu o volume de novas aquisições para poder honrar compromissos anteriores", disse o executivo.
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