Economia

Correção: Mais de 200 mil metalúrgicos prometem greve

Da Redação ·
A nota enviada anteriormente contém uma incorreção no título. O número de 200 mil metalúrgicos se refere ao total e não aos trabalhadores do ABC. Sem acordo sobre o dissídio salarial, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC definiu, na noite desta quarta, que vai fazer uma paralisação na próxima segunda-feira (10). Os trabalhadores da base do sindicato fazem parte do total de 206 mil operários que pode cruzar os braços a partir da semana que vem. Dos seis grupos patronais representados pela Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (FEM CUT-SP), apenas um, o do setor de fundição, não recebeu ofício que comunica greve da categoria, pois nova proposta será apresentada na terça-feira (11). Na quarta-feira, o grupo 2, formado por segmentos de máquinas e eletrônicos, recebeu o comunicado sobre a futura greve e nesta quinta o ofício foi enviado para os grupos 3 (autopeças e outros), 8 (refrigeração e outros), 10 (lâmpadas e outros) e estamparia. Com o ofício entregue aos empregadores, os sindicatos da base farão assembleias com os trabalhadores para comunicá-los da situação da categoria até domingo. A primeira reunião foi feita pelo Sindicato do ABC. As paralisações podem se estender por prazo indeterminado. A expectativa da FEM-CUT é de que todos os sindicatos marquem suas paralisações para segunda-feira. Os metalúrgicos de montadoras ficam de fora da campanha salarial deste ano, pois já fecharam acordo em 2011 com prazo de validade de dois anos. A base da FEM-CUT no Estado de São Paulo tem cerca de 250 mil trabalhadores filiados, incluindo 45.500 funcionários de montadoras. A federação afirma que 206 mil fazem parte da campanha salarial deste ano. Dos 100 mil trabalhadores do Sindicato do ABC, cerca de 70 mil farão a paralisação - o restante trabalha nas montadoras. Os metalúrgicos não aceitam proposta de reajuste sem aumento real. Até agora, exceto o setor de fundição, a classe patronal apresentou proposta de aumento de 5%, o que não repõe a inflação do período, segundo a FEM.
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