Economia

Ata do Copom cita pressão de baixa sobre commodities

Da Redação ·
Os diretores do Banco Central trabalham com um cenário que incorpora o efeito do recente choque de oferta no segmento de commodities agrícolas, segundo explicaram na ata do Copom da semana passada, divulgada na manhã desta quinta-feira pela autoridade monetária. "O cenário central não contempla a ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais, mas considera as estimativas dos impactos causados por mudanças no cenário externo sobre a economia brasileira", explicaram no parágrafo 17 do documento. Em outro trecho da ata, no parágrafo 12, o colegiado voltou a tratar do tema das commodities agrícolas. "No passado recente, a alta volatilidade dos preços das commodities foi influenciada pela ampla liquidez global, em contexto no qual os mercados financeiros se ajustam às novas expectativas de crescimento e à volatilidade nos mercados de câmbio", salientaram os diretores. "Prospectivamente, é plausível afirmar que a redução nas metas de crescimento da China, aliada à fragilidade da economia mundial, tende a gerar pressões baixistas sobre os preços de commodities no médio prazo", acrescentaram. Nesse mesmo parágrafo, o Copom salientou que o preço do barril de petróleo do tipo Brent subiu desde a última reunião e ultrapassou US$ 110. Segundo a autoridade monetária, a "maior complexidade geopolítica" tende a acentuar o comportamento volátil dos preços, que é reflexo, também, da baixa previsibilidade de alguns componentes da demanda global e do fato de o crescimento da oferta depender de projetos de investimentos de longa maturação e de elevado risco. Política monetária Em relação à política monetária o BC avalia que as economias maduras persistem com posturas fortemente acomodatícias, que, eventualmente, ainda podem ser aprofundadas.

Foi retirado desta edição da ata o trecho em que a instituição afirmava que "persistem riscos elevados para a estabilidade financeira global, devido ao nível ainda elevado de incerteza política e às dificuldades de implementação de medidas recentemente anunciadas." A ata da reunião da semana passada repete ainda que altas taxas de desemprego por longo período, aliadas à implementação de ajustes fiscais, ao limitado espaço para ações anticíclicas e a incertezas de ordem política, traduzem-se em projeções de baixo crescimento em economias maduras.

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