Economia

Índice que mede confiança recua em agosto

Da Redação ·

SÃO PAULO, SP, 4 de setembro (Folhapress) - O Icom (índice de confiança do comércio) recuou 4% na comparação entre a média do trimestre terminado em agosto de 2012 com o mesmo período do ano passado, em um ritmo abaixo do observado em julho quando, nas mesmas bases de comparação, a queda havia sido de 3,4%. Os dados foram divulgados hoje pela FGV (Fundação Getulio Vargas). O Icom observado em agosto deste ano também se mantém abaixo da média histórica dos 30 meses da pesquisa (130,8 pontos), resultado que sugere um quadro de moderação da atividade do setor. A diminuição da confiança foi influenciada principalmente pelo setor de varejo. No conceito restrito, houve queda interanual de 4,1% no trimestre findo em agosto, com acentuação da queda frente à taxa de julho, de -2,2%. Já no conceito ampliado, estas variações foram de -4,3% e 3,3%, respectivamente, nos mesmos períodos. Pelo terceiro mês consecutivo, as taxas interanuais trimestrais do segmento veículos, motos e peças evoluíram positivamente: de -4,5% em julho para -3,4% em agosto. Em material para construção, houve ligeira melhora, com variação de -7,6% em agosto, após recuo de 9,1% no mês anterior; no Atacado, as taxas interanuais para os mesmos períodos foram de -2,9% e -3,7%, respectivamente. As variações interanuais do Indicador Trimestral de Confiança, entre julho e agosto, mostram evolução favorável em sete dos 17 segmentos pesquisados. Em termos relativos, a abertura dos resultados pelos componentes do índice de confiança mostra piora do ISA (Índice da Situação Atual-COM) e relativa estabilidade do IE (Índice de Expectativas-COM). O ISA médio do trimestre findo em agosto foi 4,1% inferior ao do mesmo período do ano passado; em julho, a variação havia sido de -2,3%, na mesma base de comparação. Este indicador retrata a percepção do setor em relação à demanda no presente momento. Na média do trimestre findo em agosto, 19,4% das empresas consultadas avaliaram o nível atual de demanda como forte e 22,7%, como fraca. No mesmo período de 2011, estes percentuais haviam sido de 20,5% e 19,7%, respectivamente. Em relação às expectativas, o IE-COM recuou 4% em agosto na comparação com o ano anterior. Em julho, a queda havia sido de 4,2%. Entre os quesitos integrantes do índice, as vendas nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu na melhora da comparação interanual entre julho e agosto. Dentre as empresas consultadas, 61,3% esperam aumento e 4,1%, diminuição das vendas (ante 65,3% e 4%, respectivamente, em 2011).  

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