Economia

Coutinho vê melhora nos pedidos de crédito ao BNDES

Da Redação ·
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, reiterou na quinta-feira seu otimismo em relação à retomada do crescimento econômico no segundo semestre. De acordo com ele, há uma notória melhora nos pedidos de crédito junto ao banco, através da linha Finame (para a compra de máquinas e equipamentos). "Precisamos aguardar para ver se essa melhora se sustentará", disse Coutinho, sem citar números, ao chegar na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, para um seminário. O nível de enquadramentos (que são projetos apresentados ao BNDES pelas empresas e aceitos para análise) melhorou no último trimestre em relação ao último trimestre de 2011, de acordo com Coutinho. "Os desembolsos estão estáveis ainda, mas os projetos nos dão a sensação de que a economia vai se recuperar. Nosso programa de capital de giro, o Progeren, está tendo uma performance muito boa e já tem quase R$ 1 bilhão de projetos em curso", afirmou. Para ele, isso é uma demonstração de que as medidas adotadas pelo governo para estimular a economia, como sucessivos cortes dos juros, desoneração fiscal e redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), estão dando resultado. Questionado se a crise europeia não continuaria a limitar o investimento do empresariado brasileiro, o presidente do BNDES relativizou, respondendo que, do ponto de vista da atividade, a crise continuará sendo uma preocupação. Mas, segundo ele, do ponto de vista sistêmico, as medidas adotadas pelo Banco Central Europeu já trazem alívio. "O ciclo não acabou, mas embora o risco seja alto, não chega a ser um desastre", disse, acrescentando que a economia brasileira tem fundamentos que sustentam o crescimento. "Estamos trabalhando firmes na área das concessões privadas para atrair investimentos para as áreas de óleo e gás.". De acordo com Coutinho, a tarefa de fortalecer a cadeia produtiva não se faz da noite para o dia, mas as autoridades trabalham as expectativas com base nos bons fundamentos da economia do País. Ao ser perguntado se a queda da taxa básica de juros neste momento de crise internacional restringiria a taxa de retorno dos investimentos, Coutinho disse que, com juros em queda, o empresário pode se alavancar mais, contraindo financiamentos, sem a necessidade de recorrer a capital próprio. Assim, na avaliação dele, a taxa de retorno seria ampliada pela preservação do capital.
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