Economia

Dado da Fiesp restringe otimismo para setor automotivo

Da Redação ·
A recuperação da indústria automotiva paulista, aguardada após resultados positivos do Índice do Nível de Atividade (INA) de maio, não foi demonstrada pela Pequisa de Nível de Emprego da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada nesta quinta-feira. Em junho, o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias teve um saldo de 3.235 demissões, o que representa uma queda de 1,2% ante maio deste ano e de 4,3% na comparação com junho de 2011. Na comparação mensal, o setor foi o que mais demitiu entre os 22 analisados pela pesquisa da Fiesp. "Para nós, não está claro a situação da indústria automotiva, embora pareça que os estoques foram ajustados aos níveis considerados normais, o equivalente a 30 dias de vendas", declarou o diretor de Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini. Quando saiu o INA no fim de junho, a Fiesp apontou um aumento de 7,3% nas vendas reais dos veículos automotores, apesar de ter registrado queda tanto na série com ajuste sazonal como na sem ajuste, respectivamente, de 2,8% e 0,7%. Na semana passada, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou aumento de 1,3% em junho ante maio no número de empregados do setor, com 146.932 trabalhadores. Os dados atuais da Fiesp mostram um cenário diferente, ao menos para o Estado de São Paulo. De acordo com Francini, a queda no número de empregos no setor de veículos no Estado foi causada por demissões em empresas de autopeças. A região de Jundiaí, por exemplo, teve redução no nível de emprego em junho de 1,78%, que veio principalmente do setor de veículos automotores e de autopeças, que tiveram um recuo de 5,06%.
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