Economia

Após três quedas seguidas, dólar fecha em alta de quase 2%

Da Redação ·
 Após três quedas seguidas, dólar fecha em alta de quase 2%
fonte: Arquivo
Após três quedas seguidas, dólar fecha em alta de quase 2%

Após cair por três dias seguidos, o dólar comercial retomou a trajetória de alta nesta quarta-feira (28), seguindo de perto a volta da cautela no mercado internacional com a crise da dívida na Europa.

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A moeda norte-americana subiu 1,75% e fechou cotada a R$ 1,8365 na venda.

Com a alta desta quarta-feira, a divisa dos Estados Unidos reduziu a queda ao longo da semana para apenas 0,11%. Em setembro, o dólar acumula alta de 15,32% e, no ano, de 10,63%.

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Moedas de perfil semelhante ao real, como o peso mexicano, se desvalorizavam mais de 1% em relação ao dólar.

Grécia
O mercado continuava pendente de notícias sobre a crise da dívida na Europa. Inspetores do grupo de credores internacionais retornaram à Grécia para avaliar se o país pode receber a próxima parcela da ajuda externa.

"O que a gente entende hoje é que o default da Grécia é iminente", disse o diretor de câmbio da corretora Pioneer, João Medeiros. Após três dias de alta, o euro operava em queda, perto de US$ 1,35.

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O mercado à vista de câmbio, no entanto, continuava com condições normais de liquidez, com fluxo positivo em ao menos um grande banco nacional, segundo um operador.

No Brasil, os investidores prestaram atenção às discussões sobre o imposto em derivativos cambiais. O deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), relator na Câmara do projeto da medida provisória que estabeleceu a cobrança, propôs uma anistia às operações realizadas até 16 de setembro por "impossibilidade de apuração do tributo". Stephanes propôs também um mecanismo de compensação para exportadores que usam derivativos para fazer hedge cambial.

O mercado soube ainda do saldo negativo de US$ 431 milhões no país na semana passada. Ainda assim, em setembro, o país registrava entrada líquida de US$ 8,084 bilhões até o dia 23, informou o Banco Central (BC).

A taxa Ptax, calculada pelo Banco Central e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,8131 para venda, em alta de 0,68% ante terça-feira.