Economia

EUA: "imposto Buffett" atingirá quem ganha mais de US$ 1 mi

Da Redação ·
EUA: "imposto Buffett" atingirá quem ganha mais de US$ 1 mi
fonte: Arquivo
EUA: "imposto Buffett" atingirá quem ganha mais de US$ 1 mi

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai propor a criação de um "imposto Buffett" para pessoas que faturam mais de US$ 1 milhão por ano, como parte de suas propostas ao Congresso para a redução do déficit do país.

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A proposta deve ser encaminhada nesta segunda-feira a um comitê especial do Congresso dos EUA que deverá buscar uma redução no déficit de US$ 3 trilhões nos próximos dez anos.

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O diretor de Comunicação da Casa Branca, Dan Pfeiffer, disse neste sábado por meio do Twitter que este imposto seria uma espécie de Imposto Mínimo Alternativo destinado a garantir que os milionários paguem pelo menos taxas equivalentes às das famílias de classe média.

O nome "imposto Buffett" refere-se ao investidor bilionário americano Warren Buffett, que escreveu neste ano que os ricos normalmente pagam menos em impostos do que aqueles que trabalham para eles devido a brechas na lei.

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Entenda

No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.

A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.

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Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.

Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.