Economia

Tombini: BC confia em crescimento sustentado

Da Redação ·

O texto enviado anteriormente contém uma incorreção. O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou: "Não podemos ser ingênuos" em vez de "não somos ingênuos". Segue a versão corrigida:

continua após publicidade

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, comentou hoje que está seguro em relação à manutenção da boa perspectiva de crescimento do Brasil no longo prazo. "O BC confia que o Brasil seguirá crescendo de forma sustentada", disse, destacando que isso ocorrerá ao mesmo tempo em que a inflação continuará sob controle.

Ele ressaltou hoje, por três vezes, num discurso de 15 minutos, que o Banco Central trabalha para que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) convirja à meta em 2012. Também afirmou que, se for necessário, o BC está atento para tomar medidas adicionais para que esse objetivo seja conquistado.

continua após publicidade

Tombini fez comentários sobre o cenário favorável para a economia brasileira, mesmo depois de ter frisado que o quadro internacional impõe desafios à economia global, que pode até desacelerar um pouco mais no curto prazo. Ele fez essa avaliação ao citar as últimas questões envolvendo os Estados Unidos e também a Europa.

Câmbio

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, deu um recado a especuladores que apostam na valorização contínua do real ante o dólar. Segundo ele, a força da moeda brasileira ocorre por fatores estruturais relacionados ao bom desempenho dos últimos anos da economia doméstica, "que cresce com vigor e com inflação sob controle". Por outro lado, ele também ressaltou que o dólar nos EUA passa por um período de pressão e desvalorização em nível global.

continua após publicidade

Contudo, ele também destacou que há investidores interessados no fortalecimento conjuntural do câmbio. "Não podemos ser ingênuos, há também pressão de posições alavancadas", afirmou. "O Brasil é polo de atração de investimento de longo prazo e especulação de curto prazo", completou.

Tombini fez uma menção indireta às recentes medidas adotadas pelo governo para mitigar a valorização do câmbio, especialmente com ações diretas em derivativos. "Não podemos nos descuidar", observou.

O presidente do Banco Central lembrou ainda que, em 2008, grandes empresas não financeiras ficaram com posições alavancadas em câmbio e não resistiram à súbita depreciação do real ante o dólar. "Não podemos acreditar que tendências sejam permanentes e ativos se desloquem em uma única direção."

Em discurso, na BM&FBovespa, Tombini fez um elogio ao mercado de derivativos do Brasil ao mencionar que é um exemplo internacional. Essa foi a primeira visita dele à instituição depois que o governo adotou, na última quarta-feira, um novo arsenal de medidas para tentar conter a apreciação do real ante o dólar com foco em derivativos.