Economia

Após fechar semana com alta, Bovespa recua nesta segunda-feira

Da Redação ·

A frustração com a falta de uma solução nos Estados Unidos para combater o elevado endividamento leva apreensão aos mercados na abertura desta semana. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa nesta segunda-feira (25). Às 10h19, o Ibovespa caía 0,76%, aos 59.809 pontos.

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Republicanos e democratas ainda não conseguiram chegar a um acordo para aumentar o teto da dívida e o prazo final de 2 de agosto fica cada vez mais próximo. Se o governo dos EUA não for autorizado a gastar mais do que os atuais US$ 14,3 trilhões, deixará de honrar compromissos já em agosto, ou seja, a maior economia no mundo dará um calote.

Com essa incerteza, o investidor mostra cautela nos negócios desta segunda-feira. As principais bolsas europeias operavam em baixa, assim como os índices futuros de Wall Street.

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Na sexta-feira passada, o Ibovespa fechou praticamente estável, com alta de apenas 0,01%, aos 60.270 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 4,8 bilhões. Na semana, contudo, o índice subiu 1,3%. saiba mais

No mercado americano, o índice Dow Jones caiu 0,34% na sexta-feira, enquanto o Nasdaq subiu 0,86% e o S&P 500 ganhou 0,09%.

Segunda-feira Hoje a agenda dos EUA conta apenas com a divulgação de indicadores de atividade do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Chicago e da Filadélfia.

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Na cena europeia, mesmo depois do acordo feito pelos países da zona do euro para ajudar o país, a Moody's rebaixou os ratings da Grécia em moeda local e estrangeira de 'Caa1' para 'Ca' e atribuiu às notas perspectiva em desenvolvimento. Segundo a escala da Moody's, os países ou títulos com nota 'Ca' são 'altamente especulativos' e possuem condições de crédito 'extremamente fracas'.

Segundo a Moody's, a combinação do programa de apoio ao país da União Europeia com as propostas de troca de dívida por grandes instituições financeiras sugere que credores privados terão prejuízo econômico substancial com os títulos soberanos que possuem.

Petrobras No campo corporativo, as atenções se voltam à Petrobras. Na noite de sexta-feira, o conselho de administração da estatal aprovou o Plano de Negócios 2011-2015, que prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões em 688 projetos até 2015.