Cotidiano

Sustentabilidade precisa olhar para inclusão social, diz VP do Santander

Emilio Sant'Anna (via Agência Estado) ·
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Meio ambiente, sustentabilidade, diversidade e inclusão. Neste domingo, 10, no Pavilhão da Bienal no Parque Ibirapuera, representantes da sociedade civil e empresas apresentaram experiências e expectativas para contribuírem para uma cidade sustentável. O debate faz parte do último dia da Virada ODS, evento gratuito que se espalhou por outras regiões da cidade com uma série de palestras e exposições para fomentar o desenvolvimento de uma geração mais consciente e saudável.

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Para a vice-presidente executiva do Santander no Brasil, Patrícia Audi, questões como a preservação do meio ambiente na Amazônia passam necessariamente por questões sociais. "Obrigatoriamente passa pelo olhar sobre sua gente, do que elas precisam para se desenvolverem e serem felizes", afirma.

Ela lembra da experiência da criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, em 2003, como um bom exemplo de chamado à participação do empresariado brasileiro na discussão das diretrizes e formulações de políticas públicas no Brasil. "Esse é um fórum que deve haver para as empresas sentirem a participação no desenvolvimento da responsabilidade social", diz a vice-presidente executiva. "O mercado, o "ser" mercado, funciona muito a partir de resultados a curto prazo. E questões ambientais e sociais precisam ter um olhar mais adiante."

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Wolf Kos, presidente do Instituto Olga Kos, que desenvolve projetos artísticos e esportivos para atender, prioritariamente, crianças, jovens e adultos com deficiência, afirma que o desenvolvimento sustentável e inclusivo precisa ser um projeto de Estado. "A causa é maior que qualquer governo", diz. "Vivi a ditadura, a abertura (política) do País , governos mais à esquerda, ao centro e mais à direita. Quando é uma causa de Estado, ela sobrevive."

Gabriel Domingos, diretor da Ambipar, especializada em gestão ambiental e sustentabilidade, ressalta a importância do acompanhamento pelo cidadão das responsabilidades do setor público. "Estamos em período de eleições, temos que cobrar do poder público e o cumprimento desses planos", afirma.

Vencedora do FIFA Fan Awards 2019 e considerada a maior torcedora do mundo por narrar jogos de futebol para seu filho Nickollas, que é cego e autista, a secretária Municipal da Pesoa com Deficiência de São Paulo, Sílvia Grecco, reforçou a importância do desenvolvimento de cidades sustentáveis serem inclusivas e lembrou um questionamento de seu filho feito durante o período de pandemia. "Ele quis saber o que havia acontecido no caso de racismo (contra o norte-americano George Floyd). Foi a maior dificuldade que eu tive, explicar para meu filho que nasceu cego o que é racismo", diz.

A programação completa da Virda ODS, em cada localidade, está disponível no site oficial da Virada.