Cotidiano

Sumiço: Polícia encontra saco com pedaço de osso em rio

Entre 10h e 12h15, bombeiros realizaram buscas pelos corpos de três meninos desaparecidos em 27 de dezembro de 2020

Da Redação ·
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fonte: Reprodução
Sumiço: Polícia encontra saco com pedaço de osso em rio

Agentes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil encontraram nesta sexta-feira (30), em um rio de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, um saco com um pedaço osso e fios de cabelo —o material será analisado por perícia.

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Entre 10h e 12h15, bombeiros realizaram buscas pelos corpos de três meninos desaparecidos em 27 de dezembro de 2020. A área foi apontada por um homem como o local de suposta ocultação dos cadáveres de Lucas Matheus da Silva, 8, Alexandre da Silva, 10, e Fernando Henrique Ribeiro Soares, 11.

Um homem  acusou o irmão de ter ocultado os corpos das crianças e indicou à polícia um rio onde os sacos plásticos teriam sido jogados a mando de traficantes. O local indicado é chamado de Ponto do Ferro 38, próximo ao rio Botas, em Belford Roxo, que corta a baixada.

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A avó de dois dos três meninos disse ao jornal O Globo não acreditar na versão. Para Silvia Regina, eles "estão vivos" e a versão seria para "despistar". A família não acompanhou presencialmente as buscas no rio.

"Como que uma pessoa pega três corpos em sacos sem saber do que se trata? Criança pesa, ainda mais três. E os corpos não subiram depois, ninguém viu? É um relato muito estranho, parece inventado. Estão tentando despistar a polícia. Pra mim, eles estão vivos. Isso é história pra boi dormir", disse ela.

Fontes relataram ao UOL que o homem procurou o 39º Batalhão da Polícia Militar e disse que o irmão dele, José Carlos dos Prazeres Silva, conhecido como Piranha, ajudou na suposta ocultação dos corpos.

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Em nota, a Polícia Civil informou que, após a declaração, Silva foi detido pela PM e os dois foram ouvidos por agentes da DHBF. Em depoimento, ele negou as acusações feitas pelo irmão. A DHBF chegou a pedir a prisão temporária do suspeito denunciado pelo irmão, mas o Tribunal de Justiça do Rio negou e os dois foram liberados.

O suspeito teria contado ao irmão que a missão de jogar os sacos no rio foi dada por homens do tráfico na região. O objetivo era ajudar a sumir com os corpos das três crianças.

José Carlos dos Prazeres Silva tem duas passagens pela polícia, por tráfico e furto. As investigações sobre o suposto envolvimento dele e de traficantes nos desaparecimentos continuam.

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"Isso só reforça o entendimento inicial do delegado sobre o envolvimento do tráfico no desaparecimento dos meninos e corrobora o que vinha sendo dito sobre o motivo, que seria o furto de um passarinho de um dos traficantes da comunidade pelos meninos", disse a defensora Gislaine Kepe, do núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Rio.

Lucas, Alexandre e Fernando foram vistos pela última na feira de Areia Branca, que fica a 3 km da comunidade do Castelar, onde viviam com a família. Até o momento, a polícia encontrou uma única imagem de câmeras de segurança, que mostram os três caminhando no dia do desaparecimento.

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