Leia a última edição
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Cotidiano

publicidade
CANIBAIS DE GARANHUS

‘Se sair, volto a matar’, diz canibal que virou pastor na cadeia

Diagnosticado com esquizofrenia e cego, líder dos 'Canibais de Garanhus' afirma que não quer sair da prisão

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

‘Se sair, volto a matar’, diz canibal que virou pastor na cadeia
Autor O trio acusado de canibalismo foi denunciado pela Justiça em abril de 2012. - Foto: Reprodução

O líder do trio condenado por matar mulheres e usar carne humana em empadas em Garanhuns (PE), hoje prega em unidades prisionais e afirma que não quer liberdade por temer recaída e assassinato.

?? LEIA MAIS: Idoso com câncer trancado em casa é salvo por bombeiros em Apucarana

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Um vídeo gravado em um presídio viralizou ao mostrar o líder dos “Canibais de Garanhuns” pregando como pastor evangélico. A gravação foi feita há cerca de um ano na Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá (PE), e mostra o homem que foi condenado por assassinatos e uso de carne humana em alimentos vendidos à população.

?? Clique aqui e receba as notícias pelo grupo do TNOnline no WhatsApp

A defesa afirma que Jorge está convertido e atua como pastor no presídio. Segundo o advogado Giovanni Martinovich, a gravação é antiga. Ele diz que seu cliente prega há mais de dois anos no sistema prisional, dedica-se exclusivamente à vida religiosa e conta com apoio de internos do setor evangélico. “Hoje ele realmente está convertido. Ele quer viver preso como pastor”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diagnosticado com esquizofrenia e cego, ele afirma que não quer sair da prisão. “Se sair, volto a matar”, declarou o ex-integrante do trio canibal a seu advogado e ao corpo de jurados durante o julgamento. O defensor afirma que o cliente teme tanto uma recaída quanto ser assassinado fora do presídio. “Ele disse que, se sair, volta a escutar aquelas vozes e tudo acontece de novo”, relatou.

A defesa afirma que Jorge poderia hoje cumprir pena fora do presídio, mas ele próprio recusou. “Tenho condições jurídicas de colocá-lo na rua, em prisão domiciliar”, afirmou Martinovich. “Mas ele me disse que, se descobrirem que é o canibal, será assassinado. E preferiu permanecer onde está”.

Relembre o caso

O trio acusado de canibalismo foi denunciado pela Justiça em abril de 2012. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva respondiam por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, após o assassinato de uma jovem de 17 anos, Jéssica Camila da Silva Pereira. Partes do corpo da vítima foram encontradas enterradas no quintal da casa, e a carne teria sido usada na produção de empadas consumidas por eles e vendidas na cidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caso ganhou notoriedade com a suspeita de motivações ritualísticas e práticas de sacrifício. Ficou conhecido nacionalmente como o dos “Canibais de Garanhuns” e envolvia a possível atuação do trio em uma seita. Em entrevistas e depoimentos, os acusados falavam em purificação e mencionavam rituais ligados ao consumo de carne humana.

O trio foi condenado em dois júris populares e teve as penas ampliadas pela Justiça. Em 2014, Jorge, Isabel e Bruna foram julgados pela morte de Jéssica Camila e sentenciados a mais de 20 anos de prisão. Em 2018, voltaram ao banco dos réus pelos assassinatos de Gisele Helena da Silva, 31, e Alexandra Falcão da Silva, 20. As penas foram somadas e, em 2019, a Justiça aumentou as condenações do grupo.

As informações são do portal CM7 Brasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email

Últimas em Cotidiano

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline